O Brasil, por vários motivos veio a ser uma colônia bem diferente de qualquer outra, principalmente por se tornar a partir do ano de 1808 se tornar a sede da metrópole, algo inédito na História.
Mudanças significativas aconteceriam na paisagem e nos costumes do Brasil, assim como também influenciariam nos costumes da própria Corte, posso citar o fato de D. João VI que em Portugal era um homem mais acostumado a viver dentro dos castelos, aqui passa a fazer excursões pelo campo.
Quando em 1821 decidem voltar para Portugal devido à pressão exercida pela Revolução do Porto de 1820, tem início no ano de 1822 o período da regência de D. Pedro I que se estenderia até o ano de 1831.
D. Pedro I conseguiu durante boa parte de sua regência equilibrar as coisas no Brasil para que se mantivesse no poder, ao mesmo tempo em que se considerava liberal era conservador. Rebatia todas as pessoas que criticavam seu governo através de artigos que escrevia nos jornais sob diversos pseudônimos, sacrificou os amigos quando considerou necessário.
Era um homem que não se contentava apenas com a vida que tinha dentro do casamento, e é por isso que entra em sua vida, Domitila de Castro, conhecida como a Marquesa de Santos. Esse relacionamento foi de grande desaprovação por parte do povo que adorava D. Leopoldina.
Domitila foi alvo do repúdio da população brasileira, que deixava os locais em que ela estivesse, sua casa foi apedrejada e também foi impedida diversas vezes de adentrar alguns recintos.
O governo dele foi marcado pela primeira constituição do Brasil, a Carta Outorgada de 1824. Era de todas as formas um governante atípico: gostava de conversar com o seu povo, não era muito respeitador dos protocolos, e desde a infância seus modos foram comparados aos de “um garoto de estrebaria”, não se assemelhando aos modos de um garoto proveniente de uma Família Real.
Retorna à Portugal no ano de 1831, devido principalmente ao perigo de perder definitivamente o trono português para seu irmão D. Miguel que chegou ao trono através de um golpe que o declarou rei absoluto de Portugal, quando na verdade isso deveria ter acontecido em caráter temporário, até que a filha de D. Pedro I, a Maria da Glória tivesse idade suficiente para assumir o trono.
A guerra para a reconquista do trono dura dois anos, e consome as forças de D. Pedro I (D. Pedro IV de Portugal), entretanto obtém êxito na derrota de D. Miguel, mas acaba morrendo no ano de 1834.
O livro é muito bom, e descreve de forma muito detalhada todo o período da regência de D. Pedro I. Muito recomendado.