As Dores do Mundo - O Amor - A Morte - A Arte - A Moral - A Religião - A Política - O Homem e a Sociedade

    Arthur Schopenhauer

    EDIPRO
    2014
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788572837583
    Português Brasileiro

    Considerada uma das obras clássicas da filosofia alemã, As dores do mundo apresenta uma série de reflexões sobre a existência, propondo uma nova forma de se pensar a dor e a felicidade. Temas como o amor, a morte, a arte, a moral, a religião, a política, o homem e a sociedade ilustram a teoria exposta por Schopenhauer na presente obra.Indicada a todos os estudiosos e pensadores da conduta humana, quer ligados às áreas da própria filosofia, da sociologia, da religião, como a profissionais de toda e qualquer área em que se faça necessário o entendimento dos meandros que constituem a base do comportamento humano. O filósofo traz reflexões sobre a existência, cuja finalidade, segundo ele, seria a própria dor, constituindo-se o mundo num lugar de expiação. Para Schopenhauer, faz-se necessário refutar as premissas estabelecidas pelos sistemas metafísicos que entendem o mal como algo negativo. Pois, do seu ponto de vista, ao contrário do bem, o mal é que deve ser considerado positivo, uma vez que somente ele se faz, de fato, sentir. O autor tece aqui suas considerações fundamentando-se na teoria de que “O bem, a felicidade, a satisfação são negativos porque não fazem senão suprimir um desejo e terminar um desgosto (...), em geral, achamos as alegrias abaixo da nossa expectativa, ao passo que as dores a excedem sobremaneira”.

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    Pedro LDC Viegas19/12/2019Resenhou um livro
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    Tédio de filósofo.

    Dores do Mundo é um dos livros de linguagem mais acessível de Schopenhauer. No capítulo Dores do mundo, o filósofo põe em ação todo o seu famoso pessimismo para defender o argumento de que o sofrimento é que faz todo o sentido na vida, isto é, *se a nossa existência não tem por fim imediato a dor, pode dizer-se que não tem razão alguma de ser no mundo*. E justifica: *Não conheço nada mais absurdo que a maior parte dos sistemas metafísicos, que explicam o mal como uma coisa negativa; só ele, pelo contrário, é positivo, visto que se faz sentir... O bem, a felicidade, a satisfação são negativos, porque não fazem senão suprimir um desejo e terminar um desgosto.* No capítulo O amor, o filósofo apresenta uma Metafísica do amor na qual o amor é definido pelo instinto sexual destinado à perpetuação da espécie. Ainda no capítulo do amor, o filósofo apresenta um Esboço acerca das mulheres que é um retrato lamentável da mentalidade de desqualificação feminina à época em que o livro foi escrito. O capítulo A morte é curto. Pensei que Schopenhauer, o filósofo do pessimismo, tivesse mais a dizer sobre a morte. No capítulo A arte o filósofo fala sobre poesia lírica, tragédia, comédia, pintura e música. No capítulo A moral são abordados: egoísmo, piedade, resignação, renúncia, ascetismo e libertação. No capítulo Pensamentos diversos, Schopenhauer discorre sobre religião, afirmando que se fosse assegurada a imortalidade aos homens, seu zelo pelos deuses esfriaria imediatamente. Ao mesmo tempo, ataca o cristianismo como uma religião intolerante, ao contrário do maometanismo, do budismo, do hinduísmo. Abordando sobre política, o filósofo apresenta sua utopia: *Querem planos utopistas: a única solução do problema político e social seria o despotismo dos sábios e dos nobres, de uma aristocracia pura e verdadeira, obtida por meio da geração, pela união dos homens de sentimentos altamente generosos com as mulheres mais inteligentes e finas. Esta proposta é a minha utopia e a minha república de Platão.*

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