Discurso parlamentar em homenagem a Macapá, pronunciado em 04/02/2008, nos festejos dos 250 anos de fundação da cidade.
Carta de Amor a Macapá - Discurso José Sarney / Senador Amapá
não informado
Tenho interesse pela literatura e história de minha terra. Algo que busco com prazer, curiosidade e satisfação, também por trabalhar em uma biblioteca pública. Essa publicação está neste segmento com um texto em homenagem a Macapá - capital amapaense, cidade morena às margens do Amazonas. Basicamente, é um discurso parlamentar feito no Senado Federal, em 04/02/2008, por ocasião do aniversário de 250 anos de fundação da cidade. Não sou partidário de ninguém, mas reconheço a importância do autor no que se refere a literatura local, com um valoroso resgate histórico dessa terra em obras como "Saraminda" e "Amapá, a terra onde o Brasil começa". A obra versa nisso, com pontos da história e, evidentemente, enaltecimento da terra. Citando algo: Macapá foi fundada em 04/02/1758 por Mendonça Furtado (governador do Pará e irmão do Marquês de Pombal) como a primeira cidade inaugurada no Reinado de Dom José. Historicamente, desde a colonização, a terra foi alvo de disputas entre franceses e brasileiros, com batalhas e iniciativas para ocupação. O texto cita algumas, destacando-se a tomada e destruição do Forte Cumaú (construção do invasor, em 1632) que foi rechaçado por Feliciano Coelho, construindo-se no lugar o Forte de Santo Antonio, por iniciativa portuguesa (acho interessante essa história, pois o antigo Forte Cumaú figurou por muito tempo de forma desconhecida em sua localização, até a descoberta recente de vestígios na foz do Igarapé da Fortaleza). Seguiram-se disputas e em 1700 a região em litígio foi determinada como zona de neutralidade, originando o Contestado Franco-Amapaense - as fortificações que haviam naquele momento foram desativadas e destruídas por acordo (a grandiosa Fortaleza de São José de Macapá, mais bonito e preservado forte do Norte, foi inaugurada em 1782). Impasse final resolvido definitivamente em 1900 através do Laudo Suíço, quando a nação brasileira teve a soberania na região de secular litígio. Entre outras coisas, pelo desejo, escolha e luta dos moradores a favor do Brasil. Assim, o Amapá, teoricamente, foi uma terra que escolheu ser brasileira. São algumas abordagens na obra. Essa é minha terra, essa é minha cidade! Que estimo em suas qualidades e deficiências. Hoje com 257 anos. Não me interessa quem fez a obra (detesto politicagem e simplórios enaltecimentos a qualquer homem que deve apenas cumprir seu papel), gostei desta. Obra devidamente registrada e divulgada.
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