Um dia, quando os brados de “aleluias!” do pastor na televisão dá lugar ao zumbido incessante da estática, bate à porta do casal um “homem de Deus”, que transpôs a inacessível maré alta para trazer muito mais do que a “palavra” de cor entre seus dentes ou pinçada aleatoriamente da Bíblia Sagrada. No trabalho de Shiko, o termo “lavagem” vai além de ser uma mera comida dos porcos ou o cardápio da janta que se prepara naquela noite no casebre. A Lavagem da alma pode ser tanto num banho de sangue, nas águas da maré alta ou no abandono de uma vida atolada no terreno úmido do manguezais.





