O Fim do mundo -

    Otto Friedrich

    Record
    2000
    472 páginas
    15h 44m
    ISBN-10: 8501054860
    Português Brasileiro

    A idéia da morte, não apenas a individual, mas da morte coletiva, da extinção da raça, do fim do mundo, remonta aos primódios da humanidade, ao medo de que o sol não voltasse a brilhar no final do inverno.O fim do mundo é um mito presente em todas as culturas, transmitido geração após geração pela tradição oral e que pode ser identificado nos escritos mais remotos. São tantas as histórias que o jornalista Otto Friedrich decidiu estudar a idéia do apocalipse, onde analisa as catástrofes que se abateram sobre a humanidade, desde os tempos bíblicos ao medo do holocausto nuclear. Segundo Friedrich, o apocalipse que antes evidenciava o temor dos desígnios divinos, hoje é visto como uma vingança da natureza. O que não elimina a idéia de uma humanidade pecadora ou culpada. Culpada de seu próprio poder destrutivo, não importa de que forma ele se expresse. Esse livro discute o medo de extinção da raça, o medo de que o sol nunca mais brilhe, medo ressuscitado a cada tempestade, terremoto ou epidemia, seja a peste negra ou a Aids. E mostra que — por mais que desastres naturais e os males aterrorizem a humanidade — episódios como o surgimento do primeiro campo de concentração nazista na cidade alemã de Dachau e a explosão da bomba atômica em Hiroxima, no Japão, provocam muito mais impacto nos Estados, uma vez que são o retrato mais nítido do apocalipse moderno de um povo ou de uma espécie.

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    Doney Corteletti Stinguel23/12/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lista de Livros: O fim do mundo, de Otto Friedrich

    “‘A vida no campo de concentração (...) ensinou-nos que o mundo inteiro, na verdade, assemelha-se a um campo de concentração’, escreveu Tadeusz Borowski. ‘Os fracos trabalham para os fortes e, quando não têm forças ou disposição para o trabalho, que roubem ou morram. (...) Não há crime que um homem não cometa para salvar a sua vida. E, depois de se salvar, ele comete crimes por motivos cada vez mais fúteis; primeiro comete-os por dever, depois por hábito e, no fim, por prazer. (...) O mundo não é governado pela justiça nem pela moral; o crime não é punido e a virtude não é premiada, sendo um e outro esquecidos com a mesma rapidez. O mundo é governado pelo poder (...)’.” * Mais em:

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