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    O Século da Inovação e sua Crise -

    Anthony J. Mayo, Nitin Nohria

    Campus / Elsevier
    2008
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: 8535219102
    Português Brasileiro
    3
    4 avaliações
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    Nem as técnicas nem as teorias mudam o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas, e este livro tem muito a nos ensinar sobre aquelas que tiveram capacidade para atuar como os maiores agentes de mudança nos anais da humanidade. Tony Mayo e Nitin Nohria elaboraram um estudo exaustivo das grandes personalidades que construíram o mundo em que agora vivemos. O leitor pode viajar ao longo das décadas, que se apresentam maravilhosamente vivas, como os homens e mulheres ali descritos. Os autores ilustram isso com lições úteis, como, por exemplo, o gênio ímpar que, assim como levou Henry Ford ao topo da pirâmide, calcificou-se depois em teimosa surdez, incapacidade de entender as batidas do coração do consumidor; ou como a atenção de Alfred P. Sloan Jr. foi capaz de captar essas mesmas batidas de coração e, assim, fazer a General Motors ultrapassar o império da Ford no final da década de 1920. Esse padrão repetiu-se recentemente, quando Levi Strauss descuidou-se dos aspectos demográficos do mercado e deixou que a Old Navy e a GAP redefinissem o padrão das roupas básicas da juventude americana. Qualquer empreendedor, gestor ou líder sério desejará aprender a partir da experiência dos gigantes que desfilam nas páginas desse livro. Mas há ainda mais um bom motivo para escavar este terreno: não se trata de mero conjunto de biografias; mas de uma história do grande consumidor americano, que é, em certo sentido, aquele mesmo homem ou mulher que hoje todos os empresários lutam para cortejar e servir. Os três livros que compõem a obra O Mundo dos Negócios e seus Ícones não se destinam apenas aos que participam do setor de negócios, mas a qualquer pessoa que deseja dispor de compreensão mais profunda sobre as forças que dão forma ao mundo.

    Resenhas (1)Ver mais
    Flavio picture
    Flavio26/08/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Legalzão!

    Este valeu a pena só por ter permitido que eu conhecesse a história do inventor do modelo de negócios de supermercado. Sim, porque alguém tinha que inventar esse modelo! Antigamente a pessoa chegava no balcão de uma mercearia (ou num armazém de secos e molhados, usando uma denominação mais condizente), entregava sua lista de compras e ficava à espera. Então saía lá o atendente percorrendo as prateleiras, enchendo sacos de grãos, embrunhando doces, pegando tudo o que lhe encomendaram. No fim, o freguês recebia seus pacotes e a conta, pegava tudo e ia embora. O freguês não podia escolher o que quisesse, não podia percorrer as prateleiras. No máximo ele ficava lá, escostado no balcão, esperando sua compra chegar. Quando o sujeito (ó, memória falha!) inventou o sistema de supermercados, em que o freguês podia escolher o que quisesse (vejam só quanta liberdade), ficou podre de rico! Daí começou a surgir, creio eu, a verdadeira sociedade de consumo (com as vantagens e desvantagens que ela trouxe). Muito interessante esse caso...

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