Mapplethorpe: uma Biografia -

    Patricia Morrisroe

    Record
    1996
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-11: 850104430X_
    Português Brasileiro

    Mapplethorpe: uma Biografia - A primeira vez que Patricia Morrisroe, uma bela jornalista do The New York Times, viu a magnética figura do fotógrafo americano Robert Mapplethorpe (1946-1989), ele ainda não era o retratista preferido de ricos e famosos nem tinha trabalhos avaliados em US$ 100 mil. O encontro se deu no bizarro estúdio nova-iorquino do fotógrafo, em 1983, época em que ele começava a ser conhecido como o maldito documentarista do submundo gay. Ao sentir o constrangimento da jornalista diante de algumas fotos de tortura sexual, Mapplethorpe a fuzilou com um comentário provocativo. "Minha vida ainda é mais interessante." Cinco anos depois, quando este cínico das lentes já apresentava os primeiros sintomas da Aids que o mataria, a frase continuava ecoando na mente de Patricia. Na ocasião, ela se ofereceu para escrever sua biografia e por 16 vezes gravou longos depoimentos, pontuados pela "tosse agoniante" do entrevistado. As histórias não foram poucas. O que se lê em Mapplethorpe: uma biografia (429 págs., R$ 34,90) são fartas doses de perversão em casos de experiências sexuais levadas a limites impensados.

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    Carla Maciel31/12/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Mapplethorpe uma pessoa real

    A biografia foi uma leitura, bem fluida para mim. Estou encantada com o trabalho de robert suas fotografias podem ser divididas em suas 4 grandes fases. A primeira fase: fotografia de sexo homoerotico sadomasoquista. Richard é uma foto difícil de olhar ela é o extremo do sexo, em consequência o extremo da humanidade. É minha fase preferida de suas obras pelo simples fato de que essas imagens arrancam o observador da passividade. A segunda fase: às fotografias de flores molestadas, apesar da qualidade técnica destas fotografias e das flores parecerem profanadas não me atrai muito. A terceira fase: o nu negro masculino uma homenagem a humanidade aqueles corpos em nada deixam a desejar de uma escultura grega. A quarta fase: fotografia de esculturas de mármore. A volta definitiva aos clássicos. Agora focando na vida dele ele foi brilhante, cativante, inteligente mas também foi um imbecil, um ser humano ignomioso um péssimo fotografo no sentido de que arrancava a humanidade de seus modelos para os tornar objetos. A autora soube escrever muito bem o livro, ao longo da ' história ' me peguei querendo fazer algumas coisas que Robert fez, e quando ele age como o morta desumano que era parte de sua personalidade vi o erro, problematizei e segui em frente outro autor poderia influir o leitor a julgar o fotógrafo o poderia gerar o cancelamento. Recomendo para quem se interessa por ele de outra forma não vai haver sentido para a leitura.

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