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    O Fim do Homem Soviético -

    Svetlana Aleksiévitch

    Porto Editora
    2015
    472 páginas
    15h 44m
    ISBN-13: 9789720047403
    Português
    4.2
    53 avaliações
    Leram80Lendo24Querem362Relendo0Abandonos6Resenhas7
    Favoritos9Desejados362Avaliaram53

    Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria. Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe por a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outrora, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem. Com uma acuidade e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica singular, dando voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os desiludidos, o homem e a mulher pós-soviéticos, para assim manter viva a memória da tragédia da URSS e narrar a pequena história que está por trás de uma grande utopia. Críticas de imprensa: «Soberbo. A palavra falada transforma-se em literatura.» France Culture «Svetlana Aleksievitch tem o dom de desfiar a existência humana.» Femina «Um magnífico mausoléu em homenagem a um tempo desaparecido.» Le Monde «O homo sovieticus existe. Svetlana Aleksievitch encontrou-o.» Le Figaro Littéraire «Um grande livro […], ao mesmo tempo infinitamente doloroso e vibrante.» Télérama

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    Resenhas (7)Ver mais
    Flavia Sena picture
    Flavia Sena18/07/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Quando eu não tava meio perdida nos nomes e fatos, eu tava sofrendo com esse livro. Quanta dor essas pessoas passaram, cada coisa absurda! Acho que foi uma escolha bem acertada colocar os relatos de quem viveu aquilo tudo, mesmo às vezes falando mais de sua vida pessoal do que dos aspectos políticos em si. Porque aí a gente conhece além da apresentação de um fato isolado - "uma manifestação ali", "um atentado lá" - e vê que o cotidiano revela muito. A meu ver o que foi abordado vai além da nuance dos sistemas políticos, é a busca de uma perspectiva que permita enxergar as propensões e dramas das pessoas, o que elas defendem, pelo que lutam, pelo que se subvertem; como o todo afeta as partes, e vice-versa. No final se comenta que a tradução literal do título original é "O tempo em segunda mão", que eu achei genial. Não há nada "novo", é tudo transmitido - ideias, palavras, como a autora fala. "Agora... Há quanto tempo estamos aqui sentadas a conversar? Durante este tempo já ouve uma tempestade... veio cá uma vizinha... o telefone tocou... Tudo isso teve influência em mim, reagi a tudo isso. Mas no papel ficarão apenas palavras... Não haverá mais nada: nem a vizinha, nem os toques do telefone... aquilo que eu disse, mas que cintilava na minha memória, que estava presente. Amanhã talvez eu conte tudo isto de maneira diferente. As palavras ficaram, mas eu levanto-me e continuo o meu caminho. Aprendi a viver com isso. E sei. E avanço."

    19 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 53
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Svetlana Alexandrovna Alexievich profile picture

    Svetlana Alexandrovna Alexievich

    É uma renomada escritora ucraniana, vencedora do premio Nobel de Literatura 2015. Estudou jornalismo na Universidade de Minsk, turma de 1967. Desde os seus dias de escola já tinha escrito poesia e artigos para a imprensa escolar. Foi jornalista da revista literária Neman de Minsk, para a que escreveu ensaios, contos e reportagens. O escritor bielorrusso Ales Adamovich inclinou-a definitivamente para a literatura apoiando um novo género de escrita que denominou "novela coletiva". Nos seus textos, que caminham entre a literatura e o jornalismo, usa a técnica de colagem justapondo testemunhos individuais, com o que consegue aproximar-se mais à substância humana dos acontecimentos. Usou este estilo pela primeira vez no seu livro 'A Guerra Não tem Rosto de Mulher' (1983), em que a partir de uma série de entrevistas aborda o tema das mulheres russas que participaram na Segunda Guerra Mundial.

    19 Livros
    339 Seguidores
    Ivano-Frankivsk, Ucrânia

    Svetlana Alexandrovna Alexievich