<strong>A Menina Submersa: Memórias</strong> é um livro dentro de um livro. Imp, nossa narradora de vinte e poucos anos sofre de esquizofrenia desorganizada, assim como sua mãe e avó e não é uma fonte muito confiável para os acontecimentos que serão narrados. Mas é a única que temos.
Depois de chegar na última frase da última página, e ultrapassar (quase) todas as camadas da história, fiquei convencida do elogio sincero de Neil Gaiman para a obra de Caitlín: <strong>ela escreve como poucos.</strong> Ela escreve um terror que desafia sua lógica e seus conhecimentos de qualquer estrutura narrativa. Ela avança no futuro da história, retrocede no passado de sua personagem e, por vezes, mostra uma dica do que está acontecendo no presente. Ou não. Às vezes é apenas imaginação da Imp. Efeito colateral de uma mente perturbada.
Lugares assustadores podem existir no seu subconsciente. Dizer que <strong>o livro é intenso</strong> é pouco. É denso, tenso, psicológico, confuso, diferente, surreal. Não é engraçado, não é romântico, mas é sincero e tem uma história de amor. Não é o foco, mas é um baita background.
Espero que gostem da aventura. Eu adorei.