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    A vida em comum - Ensaio de antropologia geral

    Tzvetan Todorov

    Unesp
    2014
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788539305063
    Português Brasileiro
    3.9
    4 avaliações
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    Neste ensaio, que integra a Coleção Todorov, o filósofo búlgaro percorre um único domínio do vasto campo da Antropologia para estudar o ser humano a partir de um ângulo incomum. Ele busca compreender não o lugar que o homem ocupa na sociedade, mas, ao contrário, o lugar que a sociedade ocupa no homem: “Em que consiste, para o indivíduo, a exigência de conhecer apenas uma vida em comum?”. Todorov almeja melhor compreensão do objetivo da existência humana. E demonstra que é preciso ir além do que se percebe a partir de concepções correntes (e antagônicas), carregadas de conceitos antropológicos subjacentes. Tais concepções induzem a pensar que o objetivo da existência humana é o desenvolvimento do indivíduo, a realização de si ou o progresso da sociedade, ainda que este implique em sacrifício de certas vantagens do indivíduo. Para Todorov, estas duas versões do ideal humano participam de uma mesma concepção do homem, que o representa em antagonismo com seu meio social, tornando necessário escolher: o indivíduo ou a sociedade. Ele professa, porém, que “o si mesmo” existe apenas na e por sua relação com os outros e “intensificar a troca social significa intensificar o si mesmo”: “Tomar consciência de que o objetivo do desejo humano não é o prazer, mas a relação entre os homens, pode, ao mesmo tempo, nos permitir reconciliar-nos com situações que pareceriam insatisfatórias sob outros critérios e agir de forma a melhorar a vida da sociedade de modo duradouro e geral”. Interessado especialmente em Rousseau – para quem a vida em sociedade é uma vocação humana, embora, em aparente contradição, ele vivesse solitário –, Todorov dialoga nesta obra compensadores de várias épocas, como Montaigne, Kant, Nietzsche, La Rochefoucauld e Freud. Ele recorre ainda, “mais do que habitualmente”, à literatura: “As verdades desagradáveis – para o gênero humano ao qual pertencemos, ou para nós mesmos – têm maiores possibilidades de conseguir exprimir-se em uma obra literária do que em uma obra filosófica ou científica”.

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    Bruno de Souza picture
    Bruno de Souza13/11/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um ensaio sobre o que nos faz humano

    Com a profundidade que é característica ao búlgaro Todorov, A Vida Comum é um magnífico ensaio sobre a condição humana, mais especificamente, a necessidade de partilhar a vida com outrem. Amparado em estudos que absoverm contribuições da Filosofia, Psicanálise, Economia, entre outros, o autor reforça o argumento de que um humano só se constitui na relação com um outro de sua mesma espécie.

    1 curtida

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    Tzvetan Todorov

    Filósofo e linguista búlgaro radicado na França, foi aluno de Roland Barthes e professor da École Pratique de Hautes Études e na Universidade de Yale e diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Paris (CNRS) e do Centro de Pesquisa sobre as Artes e a Linguagem da mesma cidade. Produziu vastíssima obra na área de pesquisa lingüística e teoria literária. O pensamento de Todorov direciona-se, após seus primeiros trabalhos de crítica literária sobre poesia eslava, para a filosofia da linguagem, numa visão estruturalista que a concebe como parte da semiótica (saussuriana), fato que se deve aos seus estudos dirigidos por Roland Barthes. Com a publicação de A Conquista da América, Todorov expõe suas pesquisas a respeito do conceito de alteridade, existente na relação de indivíduos pertencentes a grupos sociais distintos, cujo tema central encontra justificativa na situação do próprio autor, que é imigrante na França, um país onde a relação entre nacionais e estrangeiros é historicamente marcada por um xenofobismo não declarado. Todorov também escreveu a respeito do fantástico na literatura, fazendo a diferenciação entre a tríade: fantástico, estranho e maravilhoso.

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    Tzvetan Todorov