Setembro de 1999
"Vida e morte no campo de batalha" Reportagem sobre a Guerra do Paraguai a partir de fotos da época, que denotam a visceralidade do evento, em mortes de muitos, principalmente jovens (cerca de 100 mil no final do conflito), condiçôes sofríveis em que os soldados e participantes viviam, percepção da desumanização imposta (como na imagem de cadáveres que ficaram expostos por tempo indefinido no campo de batalha, e ignorância que as guerras representam (como na reflexão sobre dramas e mortes desencadeadas). Uma curiosidade: a batalha de Tuiutí foi das que mais mortes causou, principalmente entre paraguaios, caracterizando-se por guerra de trincheira que durou mais de ano, antecedendo o que aconteceria na Primeira Guerra Mundial. Existem visões diferentes sobre a origem do conflito e guardei a percepção de interesses governamentais de todas as nações envolvidas, sobrando para o povo a pior parte, do conflito em si. Num devaneio final sobre as fotos, creio que se existe alguma imagem da Batalha de Campo Grande talvez nunca seja mostrada para o povo, pois há correlação com situação infame: crianças na guerra. Vergonha para o Brasil e também para o Paraguai. Por lá o dia das crianças rememora esse episódio, mas o sangue dessas crianças, além das do Conde d'Eu, está também nas mãos de Solano Lopez. "A internet no seu dia-@--dia" O ano era 1999 e, como não poderia deixar de ser, a visão da net é eufórica e um tanto utópica. Imagina, nem Orkut havia e a galera vibrava com e-mail e MSN... Havia perspectiva, mas não se imaginava a gama de crimes digitais de hoje, onde as leis ainda estão em evolução diante da diversidade. E por citar evolução, registro final para reportagem sobre hibridismo pressuposto entre sapiens e neanderthais. Não creio nessas coisas, mas gosto de ler. A própria revista tem visão estereotipada, o que denota incerteza na opção pelo clichê, ao mostrar os neanderthais tipo Piteco, sempre com clava na mão. Essas e outras na edição.


