Apesar de ser um dos arcos mais famosos de Sin City, O Assassino Amarelo foi o que menos me pegou.
Aqui temos o policial John Hartigan, que é um dos únicos dentro da polícia de Sin City que não é corrupto. Ele se arrisca para salvar a garotinha Nancy Callahan das mãos de um maníaco, filho do político mais poderoso de Sin City.
Uma coisa extremamente presente na história e que pra mim é o ponto alto, é fato da cidade ser tão única que parece até um personagem. A vida rebelde de Sin City sem impõe a você o tempo todo. Mesmo lendo de dia, parece que você está vivendo uma noite/madrugada infinita e precisa respeitar as regras daquele universo.
Eu gostei da construção dos personagens, cada um deles tem uma presença e personalidade bem fortes, e quando elas se chocam ao mesmo tempo é interessante de ver.
O roteiro é bom, mas possui uma e outra escolha bem questionável na minha opinião.
Tem uma característica no texto do Miller em Sin City que é meio puxado pra mim em todas as HQs que eu li, que é a forma como os personagens descrevem qualquer coisa com um exagero que as vezes só soa ridículo. Tira a qualidade? não tira, mas as vezes é meio chato.
Sobre a arte nem preciso comentar muito, porque a qualidade é sensacional em qualquer história.