É o terceiro livro da série Nobres Vigaristas e conta as aventuras de Locke Lamora e seu amigo Jean Tannen após os acontecimentos do segundo livro intitulado Mares de Sangue.
Jean e Locke não estão nada bem e quando estão a ponto de perder as esperanças em relação à saúde de locke, eis que surge uma saída: se aliar à Arquidama Paciência, uma das principais Magas de Kartane, a cidade dos magos-servidores, onde os nobres vigaristas deverão com suas habilidades ajudar um dos dois principais partidos políticos da cidade, no chamado jogo dos cinco anos em troca da cura de Locke. O que não imaginam é quem será o adversário que tentará de todas as formas levar a vitória para o partido adversário, alguém que eles conhecem muito bem e por quem Locke nutre sentimentos antigos.
A narrativa do autor segue da mesma forma dos livros anteriores; com um ritmo ágil e linguagem simples ele segue duas linhas de tempo: o presente onde os protagonistas precisam criar e se livrar de estratagemas para mudar o lado do partido vencedor na eleição e nos mostra também o passado dos nobres vigaristas se envolvendo com uma companhia de teatro para apresentar a peça que dá nome ao livro, além de introduzir o grande amor de locke na trama.
Infelizmente o terceiro livro não funcionou pra mim e achei a trama bastante forçada, principalmente a história secundária que foi inserida para justificar certas atitudes que são tomadas no tempo presente. Os protagonistas continuam com ótimos diálogos entre si e a lealdade entre eles funciona muito bem, porém eles ficam submissos à trama e às decisões das outras personagens, aceitando certas situações que não fazem sentido diante de todo o potencial que foi apresentado no começo da série. Achei a trama um pouco rasa e o final não foi satisfatório.
Achei que o autor tentou criar um suspense na trama incluindo uma revelação que não teve utilidade no fim da história, além de um romance que para mim soou forçado.