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    Naruto #71 - Adoro vocês

    Masashi Kishimoto

    Panini
    2015
    212 páginas
    7h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.5
    376 avaliações
    Leram922Lendo0Querem87Relendo0Abandonos1Resenhas7
    Favoritos44Desejados87Avaliaram376

    Com os poderes de Rikudou Sennin, agora Naruto e Sasuke são os únicos que podem selar a deusa-mãe de todos os shinobis, Kaguya Ootsutsuki e impedir que ela absorva todo o chakra do mundo, além de salvarem as pessoas que estão presas pela Árvore Divina antes que se transformem em Zetsus Brancos!! A Equipe Sete volta a sua formação original para encarar a mais importante de todas as suas missões!!

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    Elias Flamel picture
    Elias Flamel21/04/2025Resenhou um livro
    0

    Aprendi a amar este final

    Madara é uma boa metáfora para a ambição humana. Nega as soluções pacificas para resolver os conflitos, distorce as regras em proveito próprio (inclusive a regra principal da existência humana), manipula, informa que deseja o bem maior e, no fim, confessa o desejo egoísta pelo poder. É interessante o conceito do Zetso negro, uma ideia tão forte que ganha vida e consciência para ser realizada. O criador dela deve se esbaldar de vaidade. Todo o tirano pensa que está sozinho, que pode levar o mundo nas costas e ninguém possui mais desejo de poder que ele. Madara viu que o seu desejo era a continuidade do desejo de outro ser. Escolha narrativa que está conectada com toda a narrativa até o momento: manipulação atrás de manipulação, jutsu atrás de jutsu, plano atrás de outro plano. Se esta escolha partisse de outro ninja, seria interessante e irônico. O ninja mais perigoso da existência sendo enganado. Mas a última grande revelação de Naruto é mais divina que humana. No fim tudo se resumiu a um confronto de deuses onde os humanos são meros peões ou cascas. É estranho conectar este desfecho com o início da história onde um garoto deseja chamar a atenção de toda a sociedade para que todos ouçam o seu sonho. É estranho, mas é fácil de explicar. A escala de poder e a suposta "grandeza" dos personagens precisam ser exageradas ao máximo. Não basta o Naruto salvar a sociedade que tanto o oprimiu. É preciso colocá-lo acima do mito fundador de todo aquele universo. O leitor precisa terminar o mangá tendo a certeza que não existe nada mais forte que o protagonista. Este exagero ofusca. O autor nos força a olhar tanto para o macro que quase perdemos os detalhes, a relação entre as pessoas. Kishimoto não iria conseguir todo o sucesso que conseguiu se não conseguisse trabalhar temas em sua obra. No final escolheu o simples. Em meio a poderes capazes de dizimar nações inteira, trabalhou a questão do coletivo versus individualismo. Merece elogios porque estas duas ideias foram bem trabalhadas durante toda a obra através de diversos personagens, principalmente do Sasuke e do Naruto. Na primeira camada o entendimento é simples: trabalho em equipe é tão poderoso que pode superar os poderes de uma deusa. Porém, a segunda camada trabalhada pelo autor me fez adorar esta obra. Pensar de forma coletiva não é impor a sua coletividade a força aos outros. Muito menos matar ou destruir qualquer um disposto a lutar pelo individualismo. Pensar de forma coletiva é sempre estar disposto a ajudar alguém; é acreditar no melhor das pessoas, independente dos erros cometidos, e acreditar nesta ideia independente dos obstáculos. Ser Hokage é pensar nos outros em vez de si e “ir na frente tomando pancada” como o Naruto disse tantas vezes neste final. É acreditar no conjunto e não no poder político dado a ele. Se Naruto não conseguisse fazer o melhor amigo enxergar esta filosofia de vida, não poderia se tornar Hokage. Quero não gostar deste final, mas adoro esse final.

    16 curtidas

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    Avaliações

    4.5 / 376
    • 5 estrelas64%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Masashi Kishimoto profile picture

    Masashi Kishimoto

    Kishimoto foi o primeiro filho, sendo o mais velho do seu irmão gêmeo, tendo nascido prematuramente. Na época da escola, pequeno, seu apelido era "Maabo". Masashi era fixado na série Doraemon. Todos os seus amigos dessa época também curtiam essa série, e todos tiraram referências para desenhar dos personagens desse série de desenhos que foi muito famosa no Japão. Kishimoto sempre foi perfeccionista, indicando erros óbvios e outros desenhos de outras pessoas e mostrando a melhor maneira de desenhá-la. "Agora que eu estou lembrando isso, vejo como eu era uma criança irritante", diz Kishimoto. Outras séries preferidas por Masashi são Mobile Suit Gundam, Dr. Slump.

    163 Livros
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    Katsuna, Japão

    Masashi Kishimoto