Versão da edição espanhola de 1620, com prefácio e notas de Bira Câmara. Além de nota biográfica do autor, traz também "O Século do Corno" e "Pragmática que devem observar as irmãzinhas do pecado". O gênio irreverente de Quevedo y Villegas, uma das maiores glórias da literatura hispânica, ousou fazer o elogio dessa parte secreta do corpo humano cuja nobreza é menosprezada por quase todo mundo. O resultado é uma hilária e espirituosa digressão abordando aspectos inusitados relacionados ao cu. Nestes tempos de liberalização dos costumes, diríamos mesmo de putaria generalizada, nada mais oportuno do que a reedição desta obra. Por certo ela não provocará nenhum espanto nem escandalizará ninguém, embora possa causar repugnância a paladares mais refinados. Mesmo assim, ousamos afirmar que esta obra vem atender a um clamor público, pois em nenhum outro lugar do mundo (exceto na velha Grécia, talvez) o cu é tão cobiçado quanto na terra de Pindorama e Macunaíma; dir-se ia verdadeira preferência nacional, sem nenhum exagero. Alguém pode negar?