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    A Estrela da Manhã

    Giselle Jacques

    Escândalo
    2015
    204 páginas
    6h 48m
    ISBN-13: 9788565319270
    Português Brasileiro
    4.7
    6 avaliações
    Leram5Lendo0Querem6Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados6Avaliaram6

    A criação do homem, os anjos, os demônios, a serpente e o paraíso! Essa é a mistura mais do que explosiva do novo romance da escritora gaúcha Giselle Jacques. Intitulada A Estrela da Manhã, a obra tem 204 páginas recheadas de polêmica e novos e insólito paradigmas. Recriando uma das partes mais conhecidas da Bíblia, o Gênesis, a romancista une passagens do livro sagrado cristão ao Talmude e à Torá judaica para recontar a história de Adão, Eva… e Lilith! Mais controversa que isso, a trama principal do livro apresenta a versão romanceada da épica Guerra no Céu, desvendando nova ótica sobre o confronto celestial e explicando de forma inusitada a lenda dos Anjos Caídos. Diferente das narrativas que trazem os anjos até nossos dias, Giselle reescreve a sua maneira toda a saga conhecida como Antigo Testamento! Os anjos Miguel, Rafael e Gabriel são apenas alguns dos personagens importantes da obra que, além de pesquisa em livros sagrados, utiliza princípios e trechos de evangelhos apócrifos, cabala hebraica, preceitos enoquianos e escrituras gnósticas para explicar a teoria criacionista. Ricamente ilustrado pela artista plástica paulistana Leona Volpe – cujo talento também assina a capa do romance –, esse livro é contraindicado para pessoas de coração fraco ou nervos facilmente abaláveis. Com muita coragem, contestando, revendo e ampliando as bases de três das principais religiões mundiais, A Estrela da Manhã é um livro que vai fazer o leitor mais valente (re)pensar os seus conceitos!

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    Resenhas (1)Ver mais
    Alec Silva picture
    Alec Silva19/10/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Só não ganha 5 estrelas porque faltaram umas coisinhas, como 50 páginas a mais.

    Dentre as melhores leituras de livros nacionais, 70% é de escritoras; elas sempre conseguem ser cruéis, intensas, detalhistas sem ser cansativo e criar tramas que trabalhem bem vários aspectos; aprendi com uma a escrever um pouquinho melhor. E Giselle não é exceção. O "mundo" dos anjos não é muito explorado com descrições longas, mas o pouco que conhecemos pela leitura permite que nos sintamos pequeninos diantes deles; com pé firme em angelologia, a autora apresenta dezenas de anjos e todas as castas; e explora de maneira bela a lenda de Adão (mó babacão!) e Lilith (gamei nela!). Se o leitor tiver conhecimento acerca dos temas, vai apreciar mais. E a guerra eclodiu! Os eventos a seguir são mostrados em paralelo, tanto na "esfera" quanto no "mundo dos anjos", embora sigam tempos diferentes e não pareçam interligados. Aí que o livro, antes morno em algumas passagens, ganha ferocidade, corpo definido (referência!) e mostra ao que veio: a autora nos mostra a criação da humanidade, preenche as lacunas deixadas pelo Livro de Gênesis e apresenta aquilo que conhecemos como demônios e sua morada, o inferno. E as páginas são lidas em maior velocidade, afinal queremos saber mais e mais, cientes de que não falta muito para acabar o livro. A leitura se torna ainda mais interessante nas últimas 70 páginas, quando as peças vão se encaixando, ajeitando-se e formando o quadro mais ou menos conhecido por muitos. Como iconoclasta, Giselle altera os elementos, provocando uma sensação gostosa de polêmica e heresia, fazendo-nos questionar qual dos lados em guerra é o mais justo. Entre os pouquíssimos problemas que encontrei na narrativa, um deles foi a velocidade que alguns acontecimentos têm, em especial nos momentos finais, deixando alguns personagens de lado, algumas situações sem a atenção que poderia ter. Nada que prejudique. E não encontrei pontas soltas aparentes na trama, que deixa aquele gostinho de continuação ou piscadela provocativa. Vale muito a leitura.

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    4.7 / 6
    • 5 estrelas67%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Giselle Jacques profile picture

    Giselle Jacques

    Giselle Jacques é gaúcha de Porto Alegre-RS. Graduada em Jornalismo e pós-graduada em Cinema, ambas pela PUC-RS, essa autora sempre teve um único sonho profissional: passar a vida escrevendo. Seus primeiros escritos – algumas poesias e contos – surgiram ainda na transição da infância para a adolescência. Todavia, Giselle conta que, antes mesmo de aprender a ler, já brincava de fazer livros, jornais e filmes. A adolescência foi marcada pelo livro As Brumas de Avalon – seu livro de cabeceira – e por contos românticos. O primeiro romance aconteceu aos 18 anos de idade. Porém, desencorajada pela família (escritor não é uma profissão!), a autora deixou o sonho literário pela realidade do jornalismo, da fotografia e, logo, uniu tudo isso às artes cinematográficas para se tornar diretora e roteirista de cinema e publicidade por 12 anos. Nesse período, de 2000 a 2005, Giselle arrematou nada menos do que cinco prêmios de cinema e vídeo, entre eles o de Melhor Curta-Metragem do Festival de Gramado. Em 2007, todo esse universo de imagens e histórias foi deixado de lado por um projeto muito maior: a filha Melissa. Em 2010, o antigo sonho de ser escritora levou Giselle de volta ao mundo da escrita criativa. Foi quando nasceu o dramático e comovente romance A Casa da Montanha e, logo a seguir, a Editora Escândalo – da qual Giselle foi CEO e Editora-Chefe até 2015. O sucesso obtido com a publicação do primeiro livro levou ao despojado e atualíssimo O Livro de Alexia, rapidamente esgotado nas prateleiras das livrarias. Com uma técnica própria de escrita criativa, Giselle mantém a habilidade de concluir longos romances em poucas Giselle Jacquessemanas. Rendendo seu talento ao estilo literário do coração – a ficção fantástica – a romancista lançou em 2015 o polêmico A Estrela da Manhã, sua versão do Antigo Testamento bíblico. No mesmo ano, Giselle conquistou o 1º lugar no 11º Prêmio Maximiano Campos de Literatura na categoria Miniconto, além de Menção Honrosa no mesmo prêmio, na categoria Contos. Em 2016, dois romances LGBT, intitulados Lucca e O Mestre são lançados no início do ano. O primeiro trata de autoaceitação e enfrentamento da homofobia, o segundo remonta à época vitoriana, na qual a homossexualidade era crime na Inglaterra. Além desses, Giselle lança sua primeira coletânea de contos Jardim D’Lírios Negros, explorando profundamente a psique feminina. 2016 também é pontuado pelo lançamento do romance de fantasia Quarto Crescente, marco na careira da escritora por se tratar de sua criação mais antiga e que levou exatos 25 anos para ser publicado. E nesse clima de volta ao passado, as crônicas do blog pessoal da autora deram origem a uma série em e-book, iniciada com o livro Catarticamente Vol. 1 e muito bem aceita pelo público leitor. Em 2017, a produção de e-books segue a plenos motores. Giselle lança o segundo volume de suas crônicas, Catarticamente Vol. 2, e as noveletas Blefe (LGBT), Lágrima para Michelangelo e Números Primos, que obtiveram excelentes críticas dos leitores da plataforma Wattpad e seguem cativando o público no site da Amazon.

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    RS, Brasil

    Giselle Jacques