Hoje eu gostaria de falar um pouco (talvez nem tão pouco assim kkk) sobre um dos meus livros favoritos da vida. Tudo começa na pequena cidade de Beldingsville, quando miss Polly recebe uma carta informando que sua única sobrinha havia ficado órfã. Sem qualquer afeto ou sentimento envolvido, miss Polly aceita Pollyanna em sua casa apenas por uma questão de dever.
A partir do momento em que a garotinha chega, tudo muda. E não só no solário Harrington, Pollyanna mexe com a rotina e a vida das pessoas com quem encontra durante suas aventuras. Desde uma senhora inválida e doente até um homem amargurado e ranzinza, a jovem conquista o coração de todos com seu jeito meigo e otimista.
Com uma narrativa inocente e apaixonante, esse livro tem o poder de te conquistar logo nas primeiras páginas. A alegria de Pollyanna é simplesmente contagiante. Onde vai, a criança espalha otimismo com o jogo criado por seu pai. É bem simples: sempre que estiver triste ou acreditar que a vida é ruim, procure um motivo para ficar feliz. Para agradecer ao invés de reclamar.
Ah, minha doce Pollyanna e seu jogo do contente... Há coisa mais linda? Procurar motivos na vida para ficar contente e agradecer, em lugar de focar nas coisas ruins... A princípio, parece ser algo extremamente utópico e infantil, ficar feliz com situações ruins? Onde já se viu?! Mas... Será que isso não é apenas uma questão de hábito? De estarmos tão acostumados a ver o mundo como cinza e sem graça que nos esquecemos de como é ter a inocência de uma criança? O otimismo, a gratidão, a alegria por coisas mundanas. São coisas simples, mas fazem toda a diferença.
Não tem palavra melhor pra definir esse livro do que ‘inspiração’. Ele te dá a força necessária naqueles momentos em que pensamos que nada dará certo, que somos incapazes. Terminei o livro com o coração aquecido e energias renovadas para encarar o mundo. Minha visão mudou com a leitura, passei a enxergar a vida com mais cor. O jogo do contente realmente faz milagres, sabe...