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    A Imitação do Amanhecer -

    Bruno Tolentino

    Editora Globo
    2006
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788525041890
    Português Brasileiro
    4.3
    16 avaliações
    Leram21Lendo8Querem124Relendo0Abandonos4Resenhas2
    Favoritos1Desejados124Avaliaram16

    "'A imitação do amanhecer', de Bruno Tolentino, reúne 539 sonetos escritos ao longo de 26 anos, entre 1979 e 1994. O livro, dividido em 3 partes chamadas de 'movimentos', é precedido por um soneto intitulado 'Em frontispício', que situa seu projeto poético. A epígrafe do soneto, um versículo de Joel, estabelece as finas relações que o poeta delineia entre o cristianismo e as orientações para a vida humana, sendo desdobrada criticamente no próprio poema. Afora este soneto de abertura, que possui título, os demais são apenas numerados, dispostos em 3 longos 'movimentos'. Cada um dos movimentos, por sua vez, define sua modalidade de andamento musical e se inspira em epígrafes de Borges, que giram em torno das relações entre tempo e eternidade. Os poemas obedecem aos esquemas clássicos de rimas dos sonetos, e a métrica é geralmente de versos com 12 sílabas.

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    Jandeilsom Galvão Bezerra picture
    Jandeilsom Galvão Bezerra18/09/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha: A Imitação do Amanhecer

    Bruno Tolentino é daqueles poucos poetas que fazem o coração humano tocar em um ritmo diferente, o ritmo dado por ela na sua narração poética. Estamos entrando para o terceiro ano sem o escritor no terreno mas na literatura lá está ele eternizado em sua obra. Era uma pessoa controversa, causadora de burburinhos em entrevistas marcantes e personalidade forte. Não atoa muitas vezes foi alvo de críticos perniciosos porém seu trabalho brilhante marcou a volta do Brasil no cenário da escrita internacional pós década de 90. Atualmente pouco se tem falado dele, mas sua obra vencedora do Prêmio Jabuti, não cala e continua falando aos corações. Alexandria pode ser qualquer lugar, qualquer coisa, poderia ser como Pasárgada, mas na obra de Tolentino é o lugar do amor e do ser, do espiritual e do físico. Onde o controverso se resolve numa tendência sinuante de traduzir o sentimento mais puro e terno, o amor. Os sonetos são compostos de forma tradicional, sempre levando a reflexão profunda dos momentos e das ações humanas nos caminhos sinuosos de sua descoberta, de suas paixões e daquilo que pode ser impossível mas se torna possível quando a alma e o coração estão disponíveis para se encontrarem nessa ou na outra vida, poderia até ser em outra galaxia. Em um de seus versos ele reflete que ao coração é perdoado qualquer ambiguidade, é verdade que quando trilhamos os caminhos de nossas vidas na construção de uma Alexandria promissora e verdadeira corremos o perigo de seguir caminhos diferentes, diverso daqueles que nos foi proposto ou que propomos, porém até se chegar a perfeição da construção sólida e verdadeira é preciso antes navegar, buscar. Ainda que sugira-se que o tema central não seja o amor nem o tempo, eles são essenciais na descrição daquilo que é a “onipresença da morte”. Alexandria ainda é segundo a construção própria na obra de Tolentino o “terminal de todos os desencontros, lugar por excelência do não-lugar, por contê-los a todos e a lugar algum, Ocidente e Oriente, presente e passado, mito e memória” como bem descritos nas orelhas do livro. A imitação do amanhecer é recomendável para todos que gostam de uma boa poesia, sem dúvida alguma é essa obra o ápice de um grande escritor, o momento em que se revela a criação e o criador em sinfonia. Leia essa e outras resenhas em: http://eloletras.blogspot.com no blog Elo das Letras.

    2 curtidas

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    4.3 / 16
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    Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino  profile picture

    Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino

    Poeta brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, vencedor de diversos prêmios de literatura (incluindo três prêmios Jabuti). Desde cedo aprendeu em inglês e francês, o que o permitiu a ser um escritor versátil e profícuo em mais de um idioma. Aos vinte anos conquista com seu primeiro livro, Anulação e outros reparos, o Prêmio Revelação de Autor. Em 1964, por conta do golpe militar, Tolentino inicia em Roma seu longo exílio. Com a ajuda de Antônio Olinto e do embaixador Sérgio Corrêa da Costa, se torna Lecturer na universidade de Essex. Ainda na Inglaterra, Bruno fundou a revista literária, Oxford Poetry Now. Além de sua obra em português, Bruno publicou em francês: Le Vrai Le Vain (Actuels, Paris, 1971) e em inglês: About the Hunt (OPN, Oxford, 1978), textos esses que compõem o livro O Mundo como Ideia (vencedor do prêmio Jabuti) junto com textos em português e italiano. Bruno morreu em 2007 por falência múltipla dos órgãos ocorrida por causa uma severa luta contra a AIDS.

    8 Livros
    29 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino