Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas9
    • Leitores226
    • Similares1

    Mênon (Coleção Folha Grandes Nomes Do Pensamento #9) -

    Platão

    Folha de S.Paulo
    2015
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788581932514
    Português Brasileiro
    3.9
    65 avaliações
    Leram111Lendo2Querem110Relendo1Abandonos2Resenhas9
    Favoritos2Desejados110Avaliaram65

    "A maneira mais segura de fazer uma caracterização geral da tradição filosófica europeia é dizer que ela consiste em uma série de notas de rodapé a Platão (c. 428-348 a.C.)." Pode haver certo exagero na afirmação do filósofo e matemático britânico Alfred North Whitehead (1861-1947), mas não é por acaso que sua frase tem sido repetida por décadas. Com simplicidade e força, a imagem sintetiza a importância de Platão não só pelo trabalho inicial no campo da filosofia mas também pela influência duradoura de seus escritos. Valendo-se sobretudo de diálogos, o pensador grego deixou vasta obra acerca dos mais variados temas. Em "Mênon", Platão descreve uma conversa na qual Sócrates discute o que é a virtude e põe em debate a possibilidade de ensiná-la. Mais do que essas questões, contudo, o que desperta interesse nesse texto em particular é sua posição no conjunto da obra. Classificado como diálogo de fase intermediária, "Mênon" mistura a influência de Sócrates com elementos que marcariam a reflexão própria de Platão.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (9)Ver mais
    Kassem Abdalla picture
    Kassem Abdalla22/02/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A virtude pode ser ensinada? Mas antes… O que é virtude?

    Fui, graças à um curso que estou fazendo, apresentado à essa obra. O único texto que eu havia lido de Platão foi a “Apologia de Sócrates”, no qual o julgamento do filósofo era o tema central da obra. Ali, pude - aos poucos - reconhecer a genialidade que é tanto Platão, quanto Sócrates. E juntamente com essa obra, tive ainda mais convocação desse pensamento, que se instaurou em mim quase como um dogma. Somos - logo na primeira frase - jogador no questionamento à respeito da virtude, ela pode ser ensinada? Bom, Sócrates é quase um cirurgião com suas respostas, se atentando a cada mini-palavra para ter certeza de que discorrerá da melhor maneira possível. Isso já é refletido na sua contra-pergunta; o que é a virtude? Diante disso, somos encharcados de conhecimento, passando por várias linhas de raciocínio, passando por vários poços profundos de reflexão, para então chegar à bom e velha aporia. Não obstante, podemos deduzir então que a obra foi “inútil”, ora, não se teve um consenso em relação à resposta, e todas as teorias apresentadas se mostraram “fracas”. Isso, meus leitores, é o que um tolo diria. Esse diálogo é um ensinamento, não apenas em relação à como refletir sobre uma questão, mas como interpretar as reflexão que nos são apresentadas. Sócrates se mostra um verdadeiro filósofo, se atentando as mínimas palavras ditas por seu companheiro, Mênon. Colocando tão afirmação em formato exemplificado, há a parte - em determinada parte do diálogo - que Sócrates explica a teoria da anamnese, que basicamente prega que há almas eternas(quando um ser humano morre; nasce outro, com a mesma alma) e em virtude disso; todo conhecimento não existi. Tudo que adquirimos, na verdade, só estamos relembrando um “conhecimento” nos apresentados em vidas anteriores. Pois bem, diante disso, o Menon pede à Sócrates que ele lhe explique e “lhe ensine” sobre a teoria. Eu, enquanto lia, não vi maldade em tal pergunta - e de fato o Menon justificou posteriormente que não tinha nenhuma intenção de exprimir uma “armadilha”, que foi o que Sócrates interpretou. Julgando a pergunta de Menon como uma forma de colocá-lo em contradição, já que “explicar um conhecimento”, era falso, já que tudo é “relembrado”(é uma parte meio complexa, julgo necessário a leitura para maior entendimento). Seguindo a obra, somos postos diante de mais um questionamento; a virtude é uma ciência? Novamente Sócrates vai atrás da resposta, e as conclusões à que chega é; se virtude é ciência, há mestres dessa ciência; seres capazes de ensinar esse assunto. No entanto, na busca por esses mestres, Sócrates peca. Ele convida o Ânito(um dos jurados a favor da morte de Sócrates em “apologia de Sócrates”), que tenta estabelecer os “mestres” da virtude. No entanto, com a maiêutica de Sócrates, o poeta cai em contradição, falhando no objetivo. O que leva, novamente, à aporia. E por mais que não tenhamos a resposta, refletirmos sobre o que foi discutido. O que leva a mais reflexão, e mais, e mais… Somos, por fim, apresentados à mais uma questão; a opinião verdadeira tem o mesmo valor que a ciência? Ora, se minha opinião à respeito de um tema está correto, logo minha opinião é válida, tanto quando se fosse científica. Confuso? Complexo? Profundo? Acredite; não é nada. Nunca senti que aprendi tanto em tão poucas páginas quanto senti lendo essa obra. Saliento, por fim, só a “conclusão” no qual chegaram; “a virtude não seria nem por natureza nem coisa que se ensina, mas sim por concessão divina, que advém sem inteligência àqueles aos quais advenham”. Por fim, leiam.

    8 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 65
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas5%
    Πλάτων, Plátōn; Plato profile picture

    Πλάτων, Plátōn; Plato

    Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas, entre eles a ética, a política, a metafísica e a teoria do conhecimento.

    277 Livros
    602 Seguidores
    Atenas, Hélade

    Πλάτων, Plátōn; Plato