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    O Pensamento Selvagem -

    Claude Lévi-Strauss

    Papirus Editora
    2012
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-10: 8530800834
    Português Brasileiro
    4.2
    86 avaliações
    Leram206Lendo41Querem376Relendo1Abandonos10Resenhas3
    Favoritos10Desejados376Avaliaram86

    Obra fundamental de antropologia do "pai" do estruturalismo, que aqui se ocupa minuciosa e objetivamente da etnologia tradicional, focalizando uma característica universal do espírito humano: o pensamento selvagem que se desenvolve no Homem, seja no antigo ou no contemporâneo. Buscando nos povos primitivos das tribos da África, das Américas, e em outras, descobre que, com frequência milenar, o pensamento selvagem encontra matéria e inspiração numa lógica cujas leis - limitando-se a transpor as propriedades do real - permitem aos homens que o dominem."

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    beatrxste28/04/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Levi-Straus: O pensamento selvagem

    - A ciência do concreto “ O universo é é objeto de pensamento, pelo menos como meio de satisfazer a necessidade” (P. 17) “Cada civilização tende a superestimar a orientação objetiva de seu pensamento, é por isso, portanto, que ela jamais está ausente” (P. 18) “ depois de ter demonstrado que os indígenas também se interessam pelas plantas que não listas são diretamente úteis, devidas relações significativas que as ligam aos animais animais aos insetos” (P. 19) “Curiosidade pré-adquirida” “É claro que um conhecimento desenvolvido tão sistematicamente não pode ser função apenas de sua utilidade prática” (P. 23) - O pensamento selvagens: rompe a ideia de superioridade - tudo começa com a sua relação da natureza, ela é igual para todos - cultura invariante: todos nós passamos pelos mesmos processos só que de modo distintos - bicolage: utilizar os recursos disponíveis de uma maneira criativa, um fazer mais prático, eu mesma fazer. Criar seus próprios instrumentos - ciência: formulado e organizado metodologicamente, perspectivas racionais, não universal. É o que se sabe - para Levi-Straus não existem povos primitivos no sentido pejorativo mas sim povos - o papel dos totens como uma representação da bicolage - ciência do concreto versus ciência Ocidental

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    Claude Lévi-Strauss profile picture

    Claude Lévi-Strauss

    Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 1908, numa visita de seus pais, franceses, a Bélgica. Criador da antropologia estrutural, é um dos maiores intelectuais do século XX. Estudou direito e filosofia em Paris, nos anos 1930. Em 1934, recebeu o convite da missão francesa ao Brasil para a criação da Universidade de São Paulo, na qual, aos 26 anos, ocupou a cadeira de Sociologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Durante sua permanência no país, fez expedições ao interior, entre os povos Bororo, os Kadiwéu e os Nambikwara, recontadas mais tarde no seu célebre livro Tristes trópicos (1955). Foi a partir desses estudos no Brasil que Lévi-Strauss tornou-se etnólogo. Durante a Segunda Guerra, partiu para o exílio nos Estados Unidos, como professor da New School for Social Research. Na sua volta à França, lecionou na École de Hautes Études em Sciences Sociales e no Collège de France. Publicou O pensamento selvagem (1962) e Antropologia estrutural (1958, 1973), cujo primeiro volume foi reeditado pela Cosac Naify em 2008, mesmo ano em que teve sua obra incluída na coleção Pléiade, da editora francesa Gallimard. Ao longo de 20 anos dedicados ao estudo dos mitos dos povos indígenas americanos, escreveu sua obra maior, a série Mitológicas (1964, 1967, 1971, 1974; Cosac Naify). Fundou o Laboratório de Antropologia Social e a revista L’Homme (1961). Em 1973, passa a fazer parte da Academia Francesa. Faleceu em 1º de novembro de 2009, poucos dias antes de completar 101 anos.

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    Claude Lévi-Strauss