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    Memorias de um sargento de milícias (Bom Livro) -

    Manuel Antônio de Almeida

    Ática
    2009
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788508145973
    Português Brasileiro
    3.7
    29 avaliações
    Leram68Lendo5Querem18Relendo1Abandonos5Resenhas1
    Favoritos0Desejados18Avaliaram29

    A linguagem popular e a vida das camadas pobres e médias são as protagonistas deste romance, que faz uma bem-humorada crônica de costumes do Brasil de dom João VI. A ironia e o deboche com que Manuel Antônio de Almeida conta as trapalhadas de Leonardo, primeiro malandro da literatura nacional, situam a obra além das características do movimento literário do período em que foi escrita, o romantismo, fazendo deste Memórias de um sargento de milícias uma análise da sociedade brasileira que ecoa até os dias atuais. Esta edição traz a apresentação de Eliane Zagury e um apêndice ilustrado elaborado por Duda Machado.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Elisa F. Aguiar picture
    Elisa F. Aguiar28/08/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O livro retrata o primeiro malandro da literatura nacional, trazendo muita ironia e deboche, trazendo um pouco da vida das camadas pobre e média do Brasil da época.

    5 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 29
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas41%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas3%
    Manuel Antônio de Almeida profile picture

    Manuel Antônio de Almeida

    Manuel Antônio de Almeida era filho dos portugueses Antônio de Almeida e de Josefina Maria de Almeida. Enquanto fazia Faculdade de Medicina, as dificuldades financeiras o levaram ao jornalismo e às letras. Formou-se em Medicina em 1855, mas nunca exerceu a profissão. De junho de 1852 a julho de 1853 publicou, anonimamente, os folhetins que compõem as "Memórias de um Sargento de Milícias", reunidas em livro entre 1854-55, em dois volumes, com o pseudônimo de "Um Brasileiro". Na 3ª edição, em 1863 - já póstuma - apareceu com seu nome verdadeiro. Na mesma época, ele ainda escreveu a peça "Dois Amores" e a compôs versos esparsos. Além do romance, publicou a tese de doutoramento em Medicina e um libreto de ópera. Em 1858 foi nomeado Administrador da Tipografia Nacional, onde conheceu Machado de Assis, que trabalhava como aprendiz de tipógrafo. No ano seguinte, foi nomeado 2º Oficial da Secretaria da Fazenda. Em 1861, quando se preparava para entrar em campanha como candidato à Assembléia Provincial do Rio de Janeiro, faleceu no naufrágio do navio Hermes, próximo a Macaé (RJ). Não estava interessado em sucesso nem na moda literária, por isso escreveu sem compromissos e apresentou, em tom direto, bem humorado e com tendências realistas, a sociedade de então, principalmente a gente simples que povoava o Rio de Janeiro. Seu romance fez sucesso pelo humor imparcial e amoral, o estilo coloquial e, principalmente, por seu grande talento como narrador. Mesmo assim, a crítica só percebeu, muito tempo depois. Recentemente, alguns críticos, como Paulo Rónai, apontam como influência tanto na elaboração como nas características do protagonista, Leonardo, o romance espanhol picaresco e de costumes.

    45 Livros
    110 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Manuel Antônio de Almeida