Um Coração em Milton - No século XIX, em meio a Revolução Industrial, um amor em meio ao caos. Margaret Hale e Mr. Thornton. Após a morte de seus pais, Margaret está de partida para Londres com sua tia, Mrs Shaw, mas um livro precisa ser entregue a Mr. Thornton das fábricas Marlborough, uma recordação de Mr. Hale para seu mais querido pupilo. Na despedida, em frente à Mrs Thornton, Margaret entrega o livro ao industrial. Ele, numa tentativa desesperada de impedir sua partida, diz que também tem algo para ela e lhe entrega outro livro, dentro dele, uma nota escrita às pressas. Margaret olha o volume, cujo conteúdo narrava os movimentos mercantis e os negócios na Europa, mas o aceita. Uma carruagem pelas movimentadas ruas de Milton; um cavaleiro enfrenta a neve em busca de um coração que pertence a ele e a Milton; uma aparição apaixonada na estação; e o retorno a Helstone. A vida de John e Margaret Thornton contada por uma por uma bisneta do casal. Um coração para Milton traz de volta todos os ricos personagens de Margaret Hale (Norte e Sul), de Elizabeth Gaskell: Nicholas Higgins, Hannah Thornton, Henry Lennox e muitos outros num romance histórico de amor e esperança.
Um Coração Para Milton - A Continuação de 'Norte e Sul' de Elizabeth Gaskell
Trudy Brasure
Resenha ~ Um Coração Para Milton - Trudy Brasure
Primeiro de tudo, confesso que é com certo pesar que escrevo essa resenha. Fiquei mega animada quando o livro foi anunciado, comprei tão logo entrou em pré venda. Aguardei meses até a sua chegada. Li e não gostei. Mas eu explico o motivo. Um Coração Para Milton de Trudy Brasure foi anunciado como a continuação do clássico Norte e Sul da Elizabeth Gaskell, romance da qual sou mega fã e já resenhei aqui. Uma reconstrução, e não continuação, seria o termo mais correto para descrever a nova obra. Um Coração Para Milton não continua de onde Norte e Sul termina. A autora tomou a liberdade de alterar a obra original e inicia o seu livro na despedida de Margaret e John em Marlborough Mills antes da moça partir com a tia para viver em Londres. Não sei nem descrever minha sensação quando comecei a ler o livro e percebi que ele ignora o final do original. Fechei os olhos, respirei fundo, mentalizei John Thornton e voltei para a leitura. Após alguns tristes eventos Margaret Hale precisa voltar a viver com sua tia e prima em Londres. Antes de partir deseja visitar John Thornton, antigo pupilo de seu pai, e se despedir dele e sua família de forma apropriada. Presenteia o moço com um dos livros de seu pai. John, anteriormente (e até então em Norte e Sul) rejeitado por Margaret, resolve retribuir a gentileza e entrega para ela um de seus livros sobre algodão, mas com uma nota especial que diz: Se houve alguma mudança nos seus sentimentos, me dê apenas um sinal. Meu coração permanece eternamente seu. Margaret descobre a nota apenas durante a viagem de carruagem até a estação de trem. O amor pelo industrial finalmente desperta e Margaret entra em desespero. Coincidentemente encontra pelo caminho um velho amigo, Nicholas Higgins, e pede que ele leve a John o recado de que seu coração pertence a Milton. John recebe o recado a tempo de sair em disparada até a estação de trem, alcançar a amada e refazer o pedido de casamento, sendo prontamente aceito. A partir de então o livro é uma longa descrição dos sentimentos de quanto se amam, desejam e anseiam um pelo outro. A autora descreve a sensação de seus beijos ardentes, suas relações intimas e banhos a dois. Descreve, descreve e descreve Eu gosto de romance, afinal se não gostasse não leria clássicos ingleses e muito menos Nora Roberts, mas nem a Nora é tão descritiva e melosa. Para quem curte é um prato cheio. Eu prefiro uma coisa menos açucarada. Para mim só foi interessante a inclusão dos tabus da época em relação ao convívio a dois. Ignorando o excesso de romance, temos de volta todos os antigos e queridos personagens, com a adição de alguns novos para dar um drama. Gostei de ver a interação entre Margaret e Hannah, mãe de John, convivendo na mesma casa, assim como a relação de John, Higgins e os demais funcionários da fábrica, todos agora mais unidos e contentes em trabalhar em um ambiente onde o patrão se preocupa com eles. Na lua de mel é bonito ver o casal interagindo, com John descobrindo a natureza e descanso que até então não conhecia. Trudy Brasure conseguiu manter o básico da essência dos personagens e desenvolve-los de forma satisfatória. Alguns eventos que ocorrem nas páginas ignoradas de Norte e Sul até chegam a ocorrer aqui, o que só aumentou ainda mais a minha antipatia com a obra de Trudy Brasure, pois, já que os elementos seriam usados, por que ignora-los para depois transforma-los? E antes que alguém diga o final da minissérie também é diferente. sim, ele é, mas ele respeitou todos os acontecimentos da obra original. O que muda ali é apenas o local do acontecimento. Quanto a edição, ficou bastante bacana. Cada começo de capitulo tem detalhes de rosas e as páginas são amareladas para maior conforto. Encontrei um ou outro errinho de digitação mas nada grave. O que incomodou foi o fato das duas primeiras páginas do romance se repetirem, absolutamente idênticas, no final. Foi meu primeiro livro em pré-venda da Pedrazul Editora e gostei bastante do serviço. Ocorreu um pequeno atraso na entrega por conta das festividades de final de ano mas a editora me manteve completamente informada. A camiseta de brinde é muito bonita e os marcadores de páginas são um charme. Mas, como disse acima, não consegui gostar do livro. Foi um triste caso de expectativa versus realidade. Uma fã menos fervorosa pode vir a curtir o livro. Quem gosta de romances melosos também, já que não é realmente necessário conhecer Norte e Sul para se envolver com Um Coração para Milton.
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