Blade V2

    Christopher Hinz, Steve Pugh

    Max Comics
    2002
    185 páginas
    6h 10m
    ISBN-1: 0

    Blade enfrenta uma raça de vampiros conhecidos como Tryks e Os Sete, uma associação humana criada pra controlar o equilíbrio entre os vampiros). Essa minissérie foi publicada pelo selo Max e escrita pelo roteirista Cristopher Hinz. A editora deixara em aberto a possibilidade de torná-la uma série regular, o que não ocorreu devido à baixa reação do público.

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    Jonathan Silva01/07/2017Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    VAMPIRO TRASH

    Voltei a escarafunchar no que o selo Marvel Max tinha pra me oferecer. Decidi arriscar a série em seis volumes do "Blade", até hoje sem publicação no Brasil, com tradução pirata em scans que circulam por aí. Acho os dois primeiros filmes do personagem legaizinhos, embora nada demais, então quis conferir como ele era direto na fonte em quadrinhos. Quebrei totalmente a cara. Perto desse material medonho de ruim, até a HQ medíocre que fizeram para a Viúva Negra no selo Max vira uma obra-prima. Nem sei como a Marvel teve cara de pau de aceitar um roteirista fraco como o tal Christopher Hinz, desperdiçando assim o que poderia, sem dúvida, render uma boa oportunidade, já que o personagem do 'andarilho' meio humano e meio vampiro, bem como seu universo, cairiam como uma luva para a proposta adulta, violenta e erotizada do selo. Só imaginem o que um Garth Ennis seria capaz de escrever para um universo desses. A historinha dos cinco primeiros volumes, que termina sem uma conclusão clara, ronda em torno de uma bobajada mongoloide envolvendo níveis diferentes de vampiros e uma possível paixão de Blade. O protagonista, aliás, é escrito por Hinz de forma totalmente incoerente, ora pintado como desconfiado e taciturno, ora como otário que cai em armadilhas primárias. Frequentemente, a narrativa me pareceu um episódio ruim da série televisiva "True Blood", na época das últimas temporadas, quando os roteiristas tacaram o f***-se e passaram a escrever qualquer porcaria só pra encher a tela de sangue e nudez. O encarregado por desenhar essa patacoada foi um tal de Steve Pugh, mas podia ser qualquer outro que não faria diferença. A arte de Pugh é genérica, primária, feia, com um monte de traços desproporcionais. Isso quando não está pagando de adolescente querendo retratar personagens fodões musculosos violentos, em trechos que só causam bocejos e nenhuma empolgação. Forçando a barra, dá pra ter certa condescendência com o modo bom como ele desenha seios femininos, mas o apelo erótico da HQ é fraquinho de tudo e nunca funciona. Todavia, nada supera a a sexta e (graças a deus!) última edição, quando mantiveram o roteirista, porém trocaram o desenhista por um tal de Homs (assim mesmo, sem sobrenome). Acredito que esse nome curto deve ser algum pseudônimo de alguém que não teve coragem de assinar, já que o traço é terrivelmente feio! E a historinha, então, do Blade 'bondoso' que ajuda uma família humana porque 'lhes deve uma', é de dar nojo de tão piegas, patética e absurdamente incoerente com a proposta do personagem. Depois desse vexame, a Marvel tomou vergonha na cara e cancelou essa série trash, com roteiro e desenho muito abaixo da média. O selo Max oferece grandes oportunidades que não podem ser desperdiçadas desse modo. Agora, infelizmente vai demorar pra que eu queira ler outra HQ do Blade...

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