Fronteiras do Medo (Cinema Estronho #7)

    Filipe Falcão

    Estronho
    2015
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9788564590878
    Português Brasileiro

    Formatado a partir do lançamento do filme Ringu (1998), o horror japonês contemporâneo, ou J Horror, tornou-se uma forma de endereçamento fílmica para o Ocidente. As obras japonesas geraram um modelo de produção de sentido logo "descoberto" e exportado por Hollywood ─ com refilmagens para um público internacional, Que a produção de um remake gera diferenças entre o filme original e a refilmagem, não há dúvidas. Mas, ao analisar o cinema de terror como entretenimento, é possível perceber muito mais do que apenas diferenças fílmicas em função de aspectos culturais. Um dos pontos abordados neste livro é a perspectiva de que há reenquadramentos temáticos nas refilmagens de obras, uma vez que fazem parte de uma lógica produtiva da indústria do cinema como entretenimento. Além das comparações entre Ringu e sua refilmagem norte-americana, O Chamado, o autor se debruça, em particular, nos aspectos extratextuais do cinema como entretenimento em cada nação, o que faz necessário debater elementos de produção, distribuição e exibição.

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    Michelle Garcia04/11/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Cinema japonês vs americano

    Li esse livro em 2020 e tenho que fazer uma resenha. A forma como a diferença entre as produções é abordada é muito respeitosa. Nunca é dito que um é melhor que o outro, sempre pontuando suas diferenças, seja técnicas ou culturais. Eu amo ambas as versões; a japonesa ainda ganha mais por ter menos jump scares e focar mais na tensão. Tudo isso é descrito no livro, o que me fez ter uma visão maior do cinema. Gostaria de ler mais livros como esse, particularmente, não acho necessário fazer remakes, pois as produções asiáticas deveriam ter reconhecimento sem precisar de uma versão americana. No entanto, se existir essa necessidade, que façam boas obras como em 'O Chamado'. Ótimo livro de conhecimento sobre cinema, duas coisas que amo em uma só. Remakes costumam mostrar as diferenças culturais e a visão do cinema do país onde são feitos. Essas diferenças podem afetar a qualidade do filme, e levar isso em conta pode ajudar a entender melhor a obra. Mesmo que elas sejam ruins kkkk

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