Victor Mancini concebeu um golpe complexo para pagar as contas na casa de repouso da mãe: vá a um restaurante grã-fino, finja que se engasga comendo e deixe uma pessoa “salvá-lo”; ela vai sentir-se responsável por você, até financeiramente, pelo resto da vida. Multiplique isso umas cem vezes que os cheques vão chegar pelo correio em fluxo constante. Victor também trabalha num parque temático com um bando de figuras medíocres, ronda grupos de viciados em sexo para curtir as viciadas e visita a mãe convalescente, cujo Alzheimer esconde um segredo fantástico sobre sua concepção. “No sufoco é Clube da luta para os sexólatras.” – Independent on Sunday “Um escritor maravilhoso com uma visão crua dos males contemporâneos” – The Face “Um livro bruto e essencial, pontuado por momentos de absurdo e bizarro” – New York Times “Palahniuk demonstra mais uma vez a fé no dogma de que, para as coisas ficarem melhores, primeiro elas têm que piorar, e piorar muito” – Publishers’ Weekly
"Deve haver algo melhor na televisão. Ou então, já que você tem tanto tempo livre, talvez possa se matricular num curso noturno. Torna-se médico. Fazer algo por si mesmo. Ir jantar fora. Tingir o cabelo. Você não está ficando mais jovem." "As pessoas trabalham há anos para tornar o mundo um lugar seguro e organizado. Ninguém percebe que o mundo ficaria entediante com todas as terras delimitadas, todas as velocidades máximas estabelecidas, tudo classificado, taxado e regulado, todas as pessoas testadas, registradas, endereçadas e inventariadas. Ninguém deixa muito espaço para aventuras com exceção daquelas que podem ser compradas. Numa montanha russa. Num cinema. E mesmo assim esse é o tipo de coisa que provoca emoções falsas. Nós sabemos que os dinossauros não vão comer as crianças... E como não há possibilidade de desastre ou risco reais, também não há chance de alguma salvação real. De euforia real. De entusiasmo real. De alegria. De descoberta. De invenção. As mesmas leis que nos dão segurança nos condenam ao tédio. Sem acesso ao verdadeiro caos, jamais teremos paz verdadeira. Se tudo não puder piorar, não melhorará. O irreal é mais poderoso que o real. Pois nada é tão perfeito quanto você imagina que é. Pois é apenas o intangível que perdura, ou seja, idéias, conceitos, crenças e fantasias. Rocha se esfarela. Madeira apodrece. Gente... bom, gente morre. Mas coisas frágeis como pensamentos, sonhos e lendas podem permanecer para sempre." *** Diante de todos os medos e problemas que enfrentamos diariamente, o maior deles é o medo da morte. Vivemos em constante fuga, sem um entendimento do que ela realmente é ou com conhecimento errôneo ditado pela igreja. Nosso cotidiano é sempre o mesmo. Sempre aproveitando a primeira oportunidade de emprego para comprar todos aqueles objetos fúteis desejados por todos. Foi assim que fomos treinados, para seguir a mesma linha imposta pela sociedade, sem alterações, sem novidades. E, com isso, as pessoas acabam não passando de meras marionetes. É sobre esse aspecto que o Chuck fala, sobre um mundo diante de nós que poderia ser muito melhor aproveitado se nossas prioridades fossem outras, se déssemos uma maior importância à simplicidade que nos cerca todos os dias. Mais uma obra-prima, pesada e cheia de críticas desse ilustre autor. :)
Estatísticas
Avaliações
3.6 / 1775- 5 estrelas21%
- 4 estrelas32%
- 3 estrelas31%
- 2 estrelas12%
- 1 estrelas3%




