"A proximidade absoluta da consciência em relação a si mesma".
Comprei este livro deve fazer 2 anos. Já tinha lido A Idade da Razão e vidrado. Lembro que, na primeira tentativa, eu não entendi... nada, e achei chato, teorês. E disse ao meu namorado: "Toma, quer ficar com essa coisa chata?" (algo do gênero). CALMA, NÃO ABANDONE AINDA ESTA RESENHA!! Eis que, no meio desta madrugada acordo, guiada por onipotente insônia, vou até a sala: avisto o livrinho servindo de calço para o receptor do fone de ouvido sem fio. Leio o título, novamente me parece brilhante! Explodindo entre consciência e sono, leio logo até a metade e durmo feliz, feliz, feliz. Por essas descobertas vale a pena se viver. Quem eu era antes de conceber um esboço possível sobre a teoria das emoções? Se dormir, se acordar. Chorar, sorrir. Não é tudo igual. As coisas têm porque! Se não elas, somos nós que temos, porque procurá-los. Mais misterioso-icomensurável ainda é ver que o Sartre me esperou, fez-me esperar até que eu estivesse pronta, cavada para entender esse esboço.



