A Conspiração da Aranha (Alex Cross #01)

    James Patterson

    Editorial Presença
    2001
    346 páginas
    11h 32m
    ISBN-13: 9789722327541
    Português

    Gary Soneji ocupa o cargo de professor de matemática num dos mais prestigiantes colé-gios de Washington, D.C., frequentado pelos filhos de políticos, da elite social metropolita-na e por isso mesmo, altamente segura por agentes dos Serviços Secretos norte-america-nos. Dotado de uma inteligência acima da média, o aparentemente pacato professor de matemática sempre soube que seria alguém. Merecedor da confiança de pais e alunos, Soneji achou que era chegada a hora de pôr em prática do seu maquiavélico plano, e surpreende tudo e todos quando rapta duas crianças, Maggie Rose, a encantadora filha de uma famosa actriz de cinema e de um senador norte americano, e o seu melhor amigo Shrimpie Goldberg, filho de um secretário do tesouro do senado norte-americano. A cerrada vigilância dos agentes dos Serviços Secretos revelou-se impotente face ao sucedido. Apenas uma pessoa não ficou minimamente surpreendida com o extraordinário feito: o raptor. Não era um iniciado nestas sombrias artes. Muito pelo contrário, já o tinha feito centenas de vezes. Soneji não pretende um simples resgate para os poderosos pais reaverem os seus filhos, ele pretende muito mais, um lugar que só os grandes alcançam: um marco na história, a sua vida contada em livro, pela mão de Alex Cross. Alex Cross é detective de polícia em Washington, D.C., psicólogo especialista em estabelecer perfis de criminosos e aclamado autor de bestsellers policiais. A sua fama precede-o, mas à medida que o tempo passa e que cada caso é resolvido, sente-se mais e mais cansado da desgastante tarefa de entrar na cabeça de cada criminoso que encontra no seu caminho. Especialmente depois da morte do seu parceiro. Nunca se teria envolvido na resolução de um caso federal, não fosse uma prova evidente do rapto ter sido deixada propositada-mente na sua caixa do correio. Soneji conseguiu o seu primeiro objectivo, tal como a aranha que meticulosamente caminha na sua teia à volta da presa que por ela foi atraída: Alex Cross, o grande escritor, estava agora formalmente a trabalhar no caso dos raptos. Juntamente com Jezzie Flannigan, responsável pelo corpo dos Serviços Secretos que deviam proteger e vigiar o colégio, vão formar uma equipa na tentativa de trazer o raptor à tribuna da justiça. Mas Soneji tem planos diferentes. Uma das crianças aparece finalmen-te... mas morta. Depois de superado o caos inicial do choque de não estarem a lidar com um vulgar raptor, Cross, finalmente entende o que Soneji pretende: ser conhecido como o maior criminoso na história que nunca foi apanhado, superando o caso do homicídio de Charles Lindbergh Jr. que nunca foi solucionado e que lhe serviu de inspiração. Agora é continuar com o plano: perpetuar o verdadeiro «crime do século» e fazer com que Cross o documente e publique. Será Gary Soneji vítima de um grave distúrbio psicológico ou um manipulador brilhante com soberbos dotes dramáticos?

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    Caíque Apolinário picture
    Caíque Apolinário10/05/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O começo de Alex Cross

    James Patterson resolveu em 1993, na década de grandes filmes de ação, trazer um suspense policial com um belo elemento de thriller psicológico. Aqui, vemos Alex Cross, um detetive negro que vive com Nana Mama (uma senhora que tomou conta dele depois dos pais morrerem, que logo se torna uma avó adotiva) e seus dois filhos Jamelle e Damon. Também temos o estabelecimento de seu passado, com uma morte repentina e traumática de sua ex-mulher anos antes e de seu modus operandis em Washington, DC, resolvendo casos de homicídio em bairros pobres e predominantemente habitado por negros que são menos favorecidos nos Estados Unidos. A partir daqui temos então o pontapé inicial. Com Patterson já mostrando seu cartão de visita, construindo uma estória de modo cinematográfico e trazendo pontos para debate como preconceitos étnicos e sociais, com diversas trocas de perspectivas e trazendo surpresas que são verdadeiramente surpreendentes, ao contrário de outros livros em que as surpresas são vistas de longe. O detetive é tirado de um caso chocante de assassinato em série em um bairro pobre para tentar resolver o caso do sumiço de duas crianças ricas no centro da cidade. Ele fica nervoso com estas ordens, mas com o andar da investigação, ele se apegas às imagens das crianças e corre atrás do suposto professor que é suspeito de armar tal artimanha. O plano perfeito. Porém, quando uma das crianças aparece morta num rio, violentada, Alex Cross tem que correr contra o tempo para desvendar a mente criminosa por trás do caso e de resgatar a criança sobrevivente (ou ao menos o seu cadáver). Esta edição não foi lançada ainda no Brasil, eu li um ebook da edição de Portugal e por isso, acabei descobrindo diversos sinônimos para palavras mais usuais aqui do que para os nossos camaradas do outro lado do Atlântico. Logo, é uma experiência louvável, ainda mais por desvendar termos oriundos do espanhol e latim. O ritmo da estreia de Cross é alucinante, a perseguição parece terminar nunca e um final trágico sempre está a vista. O modo como o detetive investiga é interessante, pois ele não quer apenas capturar o criminoso, mas quer entende-lo, e isso pode ter inspirado obras e obras tanto nos anos 90 como além. E claro, as reviravoltas honram muito bem o gênero.

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