Nos jardins, as flores são vistas em todo seu esplendor. Entretanto, por detrás de toda essa beleza despercebe-se o esforço que a natureza faz para exibir esse descortinar. Sementes variadas são depositadas no solo por anos e anos, até que algumas vinguem. A chuva, com seu poder transformador, permite que esse germe seja encharcado por substâncias benéficas para que, de seu interior, rompam-se frágeis raízes que terão de lutar contra a acidez e a alcalinidade da terra, para conseguir sobreviver e, aos poucos, vão adentrando, aprofundando-se em busca de força e segurança. Ao mesmo tempo, lança-se à superfície cálido caule, que, na sua busca por sobrevivência, esforça-se para a luz perseguir; tolera insetos vorazes; suporta o calor tórrido do sol; padece sob as patas de animais selvagens; atura ervas daninhas para, com o tempo, tornar-se planta. Aí, fortalecida e no tempo certo programado pela natureza, na primavera, pétalas insinuam-se para enfeitar e perfumar a sua querida hospedeira, enchendo de alegria os jardins da vida! Da mesma forma, semelhante às dificuldades ocorridas no reino vegetal, a narrativa deste livro mostra que o indivíduo, Espírito imortal, sem esforço não conquista a tão almejada felicidade, pois a felicidade não bate à porta!
A Felicidade Não Bate à Porta - Pelo Espírito Ferdinando de Alencar
Maria Helena Azulay
FEIC Editora
2011
160 páginas
5h 20m
ISBN-13: 9788563389060
Português Brasileiro
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