Palácio Lindo é uma alegoria que mostra como nós seres humano, desprezamos o amor de Deus e escolhemos servir a Satanás, o inimigo mortal de Deus e de toda a sua criação. Ao invés de nos abandonar depois de virarmos as costas para ele, o amoroso Salvador veio a este mundo e morreu na cruz para nos libertar da escravidão do pecado, para assim voltarmos a ser seus filhos.
Palácio Lindo
Albert E. Sims
Edições (1)
Ver maisO Anão nunca morre completamente!
O Rei havia construído um lindo palácio. Rosas e orquídeas adornavam o palácio de uma forma que o mordono jamais havia visto antes. Era a maior e mais linda construção da histrória. No entanto, o Rei precisou fazer uma viagem para longe. Para isso, deixou o mordono tomando conta dele enquanto estaria fora. A única restrição? Jamais, em hipótese alguma, nem sequer na imaginação, ele poderia deixar o Anão Negro entrar no palácio. A única maneira pela qual o Ana Negro conseguiria entrar seria se alguém abrisse a porta pelo lado de dentro. Mas o mordomo deixou-o entrar. E essa foi a sua tragédia. A vida do mordomo tornou-se um verdadeiro inferno. Tudo o que o Rei construiu foi destruído por ele. As flores, os vitrais coloridos da janelas, as mesas, os canteiro. Tudo irremediavalmente destruído. O mordomo? Tornou-se escravo do anão. E o anão? Tornou-se rei do palácio. Mas ah! Havia ainda um resquício de esperança! Basta subir até a cidadela do palácio e clamar por socorro que o filho do Rei viria imediatamente em seu auxílio. O problema é que o Anão Negro não o deixava chegar lá. Finalmente, após sua vida tornar-se irremediavelmente miserável, ele consegue, num raro momento de desatenção do Anão, subir até a cidadela e clamar por socorro. E então o filho de Rei apareceu e o Anão correu para o fundo do calabouço para esconder-se do seu arqui-inimigo eterno. "O Anão e eu temos um embate antigo. Ele tem medo de mim. Por isso se esconde" - disse o filho do Rei. O príncipe então começa a reconstruir tudo o que o Anão Preto havia destruído. Tomando emprestadas as suas palavras: "Não há nada tão destruído que eu não possa consertar". O palácio lindo, que até então, encontra-se irreconhecível, volta, pouco a pouco, ao seu estado original. O mordomo volta a ter alegria e ambos vivem felizes. Mas o Anão continuava vivo no calabouço. É nessa hora que o príncipe lhe dá novas instruções. O mordomo precisa matar o Anão Preto, pregando-o na cruz e fincando uma enorme estaca no peito. O mordomo, por sua vez, não consegue fazê-lo. Ele sentia certa pena do Anão que tanto o afligiu e escravizou. Como poderia? "Você não pode ter pena dele. Precisa matá-lo" - disse o príncipe. Com certa relutância, o mordomo finca a estaca no coração do Anão Preto e o vê afundar-se, ensanguentado, na parede do calabouço, morto. No dia seguinte, o mordomo volta para enterrar o Anão Preto. Para sua surpresa, ele está vivo! Lutando contra os pregos nos seus pés e tentando tirar a estaca do seu coração. Como pode o infeliz estar vivo depois de tamanhã surra que levou? "O Anão nunca morre completamente. Você precisa matá-lo todos os dias, filho" - disse o rei. "Mas você não pode destruí-lo? " - perguntou o mordomo. "Foi me dado poder para vencê-lo, mas não destruí-lo" - replicou o príncipe. O mordomo, então, precisa diariamente descer até o calabouço e matar mais uma vez o Anão Preto.
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