Frankenstein - Farol HQ

    Mary Shelley, Lloyd S. Wagner

    Farol Literário
    2012
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-13: 9788562525872
    Português Brasileiro

    Há muito tempo o homem tem o poder de tirar uma vida, mas será que é possível descobrir como criá-la? Intrigado por essa questão, o jovem Victor Frankenstein - um dedicado estudante de ciências - fica obcecado com a ideia de criar uma vida a partir de uma matéria inanimada. Usando suas formidáveis habilidades em química e outras ciências, ele começa a montar um ser a partir de pedaços de corpos roubados e abandonados. Mas quando vê o resultado, Victor rejeita a horrível criatura, que desenvolve um plano de vingança contra seu criador e luta para ser reconhecida como um ser que pensa e que tem sentimentos; assim começa a batalha entre criador e criatura. O romance gótico Frankenstein foi publicado pela primeira vez em 1918, quando Mary Shelley tinha apenas 20 anos, abordando diversas questões cientifícas.

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    Mateus Calazans picture
    Mateus Calazans27/06/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Frankenstein sempre foi para mim sinônimo de terror e monstruosidade. Quando alguém dizia o nome, ligava a um monstro aterrorizante e sanguinário, com o corpo grotesco e deformado. Tal foi minha surpresa ao ler o livro quando descobri que na verdade o monstro não se chamava Frankenstein e nem era aterrorizante como eu imaginava. Sinceramente, Frankenstein está mais para drama do que para terror. Entrei no mundo de Mary Shelley achando que estava entrando em um mundo assustador e bizarro, mas acabei entrando mesmo num universo triste, melancólica e de proporções graves. Foi uma decepção? Em certos aspectos sim. Mas mesmo não sendo o grande terror que eu imaginava, se mostrou um livro dramático excelente e que nos faz pensar na vida. O Dr. Frankenstein tentou aquilo que muita gente sonha: vencer a morte. Mas tudo o que conseguiu foi criar um monstro horrível, que amedronta todos aqueles que passam por perto. E o monstro é malvado, como sua aparência leva a crer? Absolutamente não. Tem o coração mole, é bondoso e está pronto a ajudar os outros. Mas o mundo acaba tornando-o abominável, por ser excluído de tudo. Quem não se tornaria assim em tal situação? O monstro, que a primeira vista deveria me amedrontar, acabou me conquistando. Comecei o livro achando-o bizarro, e terminei achando-o a criatura mais sofrida e solitária do planeta. Tudo o que fez ou deixou de fazer foi pelo fato de ter sido abandonado e desamparado por seu criador. Seu criador o abandonou, deixou-o a mercê do mundo, para que todos fizessem o que queriam com ele. Quando ele percebe em que situação está é que começam seus assassinatos e mortes. Todo sangue derramado não foi nada mais nada menos do que a consequência de tudo o que o mesquinho Dr. Frankenstein fez. Se analisarmos bem, veremos que o monstro é uma metáfora para todos os excluídos da sociedade, todos aqueles que as pessoas tentam se distanciar e que acham horríveis. Mesmo essas pessoas denominadas horríveis possuem sentimentos, e não tem o coração de pedra. Enfim, é um ótimo livro, com uma história excelente e um dos melhores personagens da literatura. Mas não caiam na bobagem de achar que o livro é de terror como eu pensei. Talvez esse pensamento seja fatal para a leitura.

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