Robin Stone era um belo homem. Sabia sorrir quando preciso; pensar sem emoção; dar prazer sem se entregar. Ele era a máquina do amor. Até que um dia...
A Máquina do Amor -
Jacqueline Susann
Edições (3)
Ver maisStone, a pedra.
Comprei esse livro numa feirinha do centro aqui do Rio porque sempre gostei de livros antigos, o preço tava bom e achei o título bacana. São 507 páginas cheirando a mofo porém deliciosas. Jacqueline Susann conta a história de Robin Stone, um jornalista que comandava um dos programas de maior cotações e importância da IBC, agência de televisão onde se passa a maior parte do romance. Seu passado obscuro e desconhecido, até a metade do livro, fez de Robin um homem misterioso, frio e auto suficiente a ponto de não se apegar a nada nem a ninguém, exceto ao seu amor pelo trabalho como repórter e escritor. Essas características o tornam apaixonante e desprezível na mesma intensidade. O cenário era Nova York nos anos 60, no auge da expansão dos cinemas, TVs e jornais. O livro é dividido em três partes, contando simultaneamente detalhes e histórias de outros personagens mais ofuscados, que, ao longo da história, se envolvem com os protagonistas e contribuem para a narrativa, mas essa divisão é especialmente as 3 mulheres que tiveram um significado ''especial'' na vida de Robin: Amanda, Maggie e Judith. Amanda era um jovem de 20 e poucos anos que teve um passado marcado pelo abandono e pobreza, mas que acabou tornando-se a top model mais bem paga de Nova York por sua beleza e talento. Seu envolvimento com Robin durou quase um ano, entretando Amanda, assim como as outras, nunca estavam satisfeitas só em estar com ele, todas queria casar e fazer votos até a eternidade. Judith é a última mulher que tem um envolvimento maior com Robin, é a esposa de Gregory, o dono da companhia de televisão IBC, aparece nos últimos capítulos e assim como Amanda, sofre desilusão. Porém apenas Maggie, a jovem estrela de cinema que, apesar de todos os contratempos em sua vida e até mesmo no seu caso com Robin, acaba sendo ''a escolhida'', a que consegue fazer florescer algum sentimento na Máquina Do Amor com sobrenome de pedra, literalmente. De idas ao Lancer Bar e a festas particulares, entre Martinis e vodcas, orgias e jantares, donzelas e prostitutas, sexo e cigarros, viagens e quartos de motéis, a trama se desenrola envolvente, imprevisível e sedutora. Através da Maquina Do Amor, Jacqueline me fez adicionar seus outros exemplares à minha lista de desejados!
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