Antes de falar do comentário em si, gostaria de de compará-lo com a edição da vida nova. Aqui os dois volumes da editora atos por metade o valor que compraria a versão da vida nova, com o detalhe que a edição da vida nova tem ao menos 300 páginas a mais que esta ( não saberia dizer que seria efetivamente de comentário). O número de páginas são dos ois volumes.
Craig Keener antes de entrar no comentário em si, chega a dizer que o comentário não é definitivo, ou seja, não se espera por ele e somente por ele chegar á interpretação do texto; na verdade, em vários momentos o comentário é como elemento de enriquecimento para quem vai fazer a leitura e o sermão. O comentário não é versículo por versículo, muito embora seja bem abrangente. Em certos momentos ele faz mais dois ou tres comentários separados sobre o mesmo versículo ou dá um breve comentário a passagem. Em alguns casos o autor faz um breve esboço comentando determinado livro ( Atos) ou livros ( evangelhos). O comentário é disposto em duas colunas por página, o que faz aumentar o conteúdo. Ao final o livro existe um pequeno glossário comentando certos significados.
Temos que ter em mente que o comentário é somente histórico cultural e não necessariamente dizendo que o leitor tem que interpretar o texto a partir desse comentário. Os temas são diversos: a prática da religião hebraica, as parábolas, a agricultura, a música, o ambiente greco-romano. É compreensível que por se concentrar em um aspecto da leitura o mesmo é bastante abrangente e não se torna necessário comentar todos os versículos, muito embora certos textos mereçam mais atenção que outros. Pode faltar em certos casos um comentário onde este aspecto é relevante ( nenhum comentário é perfeito). O autor também não perde tempo citando minúcias ou tentando encaixar datas e referências, o que tornaria a leitura cansativa. No mais, a leitura é acessível e fluida