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    Siddartha - Eine indische Dichtung

    Hermann Hesse

    Suhrkamp
    2007
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9783518458532
    3.6
    4 avaliações
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    Siddhartha, die weltberühmte Legende von der Selbstbefreiung eines jungen Menschen aus familiärer und gesellschaftlicher Fremdbestimmung zu einem selbständigen Leben, zeigt, daß Erkenntnis nicht aus Lehren zu vermitteln ist, sondern nur durch eigene Erfahrung erworben werden kann. Hermann Hesse erzählt die fiktive Lebensgeschichte Buddhas - Siddhartha ist sein Vorname - und ergründet, "was allen Konfessionen und menschlichen Formen der Frömmigkeit gemeinsam ist, was über allen nationalen Verschiedenheiten steht, was von jeder Rasse und von jedem einzelnen geglaubt werden kann". Wie authentisch diese indische Dichtung buddhistisches und taoistisches Gedankengut assimiliert hat, zeigt sich nicht nur stilistisch in der rhythmischen Diktion der Reden Buddhas, sondern auch wirkungsgeschichtlich durch die millionenfache Verbreitung, die das Buch in den asiatischen Ländern gefunden hat. Hesses Großeltern und Eltern waren Missionare in Indien. Ohne diese frühen Prägungen und die Vertrautheit des Dichters mit den kulturellen Traditionen des Buddhismus, Hinduismus und der chinesischen Philosophie des Taoismus wäre es wohl kaum möglich gewesen, das Religionsübergreifende in so einprägsame Bilder zu bringen.

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    Herley Lins24/01/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um ensinamento possível

    Nesse conto/fábula, Hermann Hesse imagina um caminho alternativo para o encontro da iluminação - alternativo às tradições budistas, porém culminando na mesma qualidade para além da dualidade Nirvana-Samsara manifesta no sorriso de Siddhartha. Um que renuncie ao mundo fenomênico para em seguida encontrá-lo mais lúcido e claro e radiante que nunca. O aprendizado/ensinamento possível é sem-palavra, não-conceitual, tampouco experiencial, rechaçando todo palavrório interminável da linguagem e da educação. Da solidão fundamental, posição existencialista também incomunicável, Siddhartha faz a passagem do rio (Karonte?) para a realização da interdependência de todas as causas e efeitos - e para a natureza que tudo permeia (forma e vacuidade), e nos faz o convite para o Ensinamento Adeliano sem nomeá-lo: "e não me falou de amor, essa palavra de luxo". Como esperado, Hermann Hesse mantém o altíssimo nível de escrita e funda a cada momento mais uma obra inesquecível. Recomendo vivamente sua leitura.

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    3.6 / 4
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    Hermann Hesse

    Hermann Hesse foi um escritor alemão, que em 1923 naturalizou-se suíço. Nascido no seio de uma família muito religiosa, filho de pais missionários protestantes (pietistas, como é típico da Suábia) que tinham pregado o cristianismo na Índia. Estudou no seminário de Maulbronn, mas não seguiu a carreira de pastor como era da vontade de seus pais. Tendo recusado a religião, ainda adolescente, rompeu com a família e emigrou para a Suíça em 1912, trabalhando como livreiro e operário. Acumula então sólida cultura autodidata e resolve dedicar-se à literatura. Travou contato com a espiritualidade oriental a partir de uma viagem à índia em 1911 e com a psicanálise por meio de um discípulo de Carl Gustav Jung, em decorrência de uma crise emocional causada pela eclosão da Primeira Guerra Mundia

    121 Livros
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    Baden-Württemberg, Alemanha

    Hermann Hesse