Michael Jackson (o do uísque, claro) é uma daquelas pessoas icônicas em suas áreas que, depois de caminharem aqui na Terra, podem ser canonizadas não por suas ações espirituais, mas pelo jeito que se fez presente e impactou positivamente as pessoas. Sempre haverá críticos à pessoa, mas no caso do Jackson as críticas podem ser na maneira de ser e fazer diferente, não por ser errado mas por ser de outra forma que o crítico apoia. Ou é financiado...
Quanto ao livro, infelizmente é de uma edição de mais de dez anos atrás, excluindo coisas novas que aconteceram desde então. Mas, considerando que a história do uísque começou há séculos, dez anos são nada para aprendermos e apreciarmos essa caminhada; podemos nos atualizar pela internet, em grupos sociais e, como disse um confrade meu, tomando uma bebida do batch atual! Olha, pelo preço praticado nos últimos tempos, esse livro é muito válido!
Você vai viajar por diversas destilarias escocesas e até mesmo de outros países, mas o foco é 95% escocês e single malt.
"Não só o aroma é indispensável ao sabor - bebidas e alimentos que despertam o apetite e a imaginação costumam ter cheiro marcante -, mas também a passagem por chapas, grelhas, fornos, torradores e defumadores: arenque defumado, bacon, torradas e café, filés chiando na grelha da churrasqueira, castanhas assadas na fogueira. De todas as técnicas historicamente empregadas para torrar o malt em diversas partes da Europa, a fogueira de turfa escocesa sem dúvida produz os aromas mais evocativos. Embora alguns apreciadores dos singles malts sejam muito rigorosos, outros têm uma visão aberta: preferirão os whiskies de sabor e aroma defumados e salgados da cista e das ilhas ou as notas florais, de mel e por vezes de xerez dos Speysiders? (pg. 35, em Turfa)"