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    Rimas (Revisões #3) -

    José de Abreu Albano

    Graphia
    1993
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-10: 858527705X
    Português Brasileiro
    5
    2 avaliações
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    A poesia completa, a fortuna crítica e as histórias de vida de um poeta andarilho, na versão em prosa dos contemporâneos. De família rica do Ceará, educado em colégios particulares da Europa, poliglota e erudito, o poeta José Albano torna-se na maturidade um andarilho desempregado e sem residência fixa que morre sozinho no interior da França em 1923 aos 41 anos de idade. Para os que com ele conviveram, "uma esquisita flor do passado" ou uma "criatura integralmente despaisada". Estigmatizado em vida e redescoberto postumamente por Manuel Bandeira, é autor, na leitura consagradora de Alceu Amoroso Lima, na década de 40, de poemas "dos mais belos que jamais foram escritos em nossa língua e mesmo em qualquer língua humana". Toda a lírica - de dicção ora quinhentista ora bíblica -deste poeta brasileiro que afrontou os padrões, tanto na vida quanto na literatura, é reunida nesta terceira edição de suas Rimas, juntamente com perfis biográficos escritos por contemporâneos e fortuna crítica, em edição organizada por Bernardo de Mendonça.

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    Bagh Jenkins.. picture
    Bagh Jenkins..12/07/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Apenas poeta.. Recusava-se ser qualquer outra coisa..

    Só leio este livro entre o sol posto e o luar.. Primoroso! Trovas, Coplas, Cantigas, Endechas, sua épica Alegoria!! Triunfo me fez mudar de ideia acerca de tercetos.. A unidade criada com trechos tão curtos é impressionante.. Cada vez me emociono mais! Diálogo com o eco e as penas do coração.. O amor pelo cativeiro me faz lembrar de San Juan de la Cruz.. Poesias fora do tempo e do espaço, sempre inspiradíssimo pelas nove musas.. Apesar da perfeição da métrica, sua real beleza perpassa formalidades.. Esparsa I Há no meu peito uma porta A bater continuamente; Dentro a esperança jaz morta E o coração jaz doente. Em toda parte onde eu ando, Ouço este ruído infindo: São as tristezas entrando E as alegrias saindo. ..::.. Uma endecha das 'Endechas' No mundo mesquinho Tudo é só pesar: Ao meu pátrio ninho Deixai-me voar.

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    José de Abreu Albano profile picture

    José de Abreu Albano

    José de Abreu Albano nasceu em Fortaleza-CE, no dia 12 de abril de 1882. Filho de José Albano Filho e Maria de Abreu Albano. Neto do Barão de Aratanha. Patrono da cadeira 19 da Academia Cearense de Letras. Foi poeta, professor e diplomata. Estudou no Seminário de Fortaleza (1892-1893), mas foi enviado pelo pai para estudar na Europa. Cursou o Stonyhurst College, dos Jesuítas, em Blackburn, lnglaterra; o Colégio Stella Matutina, em Feldkirch, Áustria; e o Colégio dos Irmãos da Doutrina Cristã, em Dreux-França (1893-1898). Voltou ao Ceará e matriculou-se no Liceu, onde fez os preparatórios e, depois, ensinaria Latim. Mudou-se, em seguida, para o Rio de Janeiro, passando a trabalhar no Ministério das Relações Exteriores, até ser mandado para Londres, para servir no consulado brasileiro (1908-1912). Poliglota, falava corretamente o Francês, o Inglês, o Alemão, o Italiano e o Espanhol; conhecia o Holandês, o Provençal, o Catalão, o Galego e era profundamente versado no Latim e no Grego. Faleceu em Paris, no dia 11 de julho de 1923. Obras principais: Rimas – Redondilhas; Rimas – Alegoria, Canção a Camões, Ode à Língua Portuguesa (1912), Sonnets by Joseph Albano with Portuguesa Prose-Translation (1918); Antologia Poética de José Albano (1918); Comédia Angélica (1918). As obras completas, inclusive os 10 sonetos escolhidos pelo autor, foram reeditadas sob o título de Rimas de José Albano – Pongetti – Rio (1948), com prefácio de Manuel Bandeira. Com um título Rimas, saiu nova edição em 1966, promovida pela Universidade Federal do Ceará, com excelente Estudo Crítico de Braga Montenegro. Fonte: GIRÃO, Raimundo. A Academia de 1894.

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    Ceará, Brasil

    José de Abreu Albano