Indignos de Vida - A Desconstrução do Poder Punitivo

    Orlando Zaccone

    Revan
    2015
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9788571065345
    Português Brasileiro

    A partir da prática de extermínio de seus inimigos, representada por ações policiais militarizadas, o estado cria um sistema que legitima a violência como forma de punição. No mais novo lançamento da Editora Revan, o livro "Indignos de vida: a forma jurídica da política de extermínio de inimigos na cidade do Rio de Janeiro", o autor Orlando Zaccone faz uma análise da cultura punitiva presente, principalmente, na sociedade carioca. A partir de um trabalho investigativo, embasado na teoria política de grandes nomes, como Thomas Hobbes, Walter Benjamin, Michel Foucault, Giorgio Agamben, John Locke, entre outros, Zaccone explica a maneira como o poder punitivo sacraliza a punição e despolitiza as questões sociais.Delegado da Polícia Civil, mestre em Ciências Penais e doutor em Ciência Política, Zaccone, que também é autor de “Acionistas do nada” (Editora Revan, 2011), – obra na qual ele descreveu o processo seletivo das pessoas presas e condenadas pelas condutas descritas como tráfico de drogas – traz, desta vez, um olhar voltado para a lógica do “inimigo”, reproduzida pela cultura punitiva que, por sua vez, culmina na política do extermínio. Em “Indignos de vida”, fica evidente a prática exercida não só por policiais, mas pelas classes dominantes, representadas por promotores e juízes, que legitima juridicamente a cultura do extermínio como o modelo punitivo predominante. Na declaração que abre o livro, o autor apresenta detalhes sobre essa política, frisando que a violência policial, um dos problemas que mais chocam a população nos dias de hoje, não é um mero erro de procedimento de policiais despreparados, mas sim uma política de Estado que tem apoio de parte da sociedade."Punir policiais que são identificados no abuso do uso da força, inclusive a letal, não irá resolver o problema. Muito pelo contrário, punir os policiais é a forma que o Estado tem de não se comprometer com a sua própria política", frisa.

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    damasio ramos30/12/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    sabia que tinha direito mas esperava menos

    as partes que não são da teoria do direito são otimas. interessante o paralelo das revoltas no imperio com o suburbio de hoje

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