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    A Vida Humana -

    André Comte-Sponville

    Martins Fontes
    2007
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788560156269
    Português Brasileiro
    4.1
    49 avaliações
    Leram105Lendo8Querem93Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos10Desejados93Avaliaram49

    Diálogo entre uma artista e um filósofo, este texto apresenta-se como uma reflexão sobre as diferentes idades da vida. Doze etapas regem este breve ensaio cujo objetivo é estimular o pensamento sobre questões que dizem respeito ao que há de mais íntimo em nosso cotidiano. Ao longo das páginas e das apresentações das grandes doutrinas filosóficas, da maneira simples e acessível que caracteriza André Comte-Sponville, o escritor se expressa, mais ainda do que em seus textos anteriores, num tom ao mesmo tempo sensível e comovente.

    Resenhas (3)Ver mais
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    Ana Paula Mendes16/03/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Ainda vale a pena viver...

    "...ninguém vive sozinho: toda vida humana supõe outras, que a geram, que a educam, que a acompanham, que cruzam com ela, que a perturbam, que a fortificam, contra as quais se apóia ou se opõe, se define ou se busca." (pág 68) Para você o que é a vida humana? O resultado da criação divina ou fruto do acaso? Para o ateu Spoville, a resposta é óbvia, mas as reflexões que ele faz acerca das diversas etapas da vida, por alguns momentos, parece sair da boca de um cristão. "Como não pensar no Antigo e no Novo Testamento? É o que há de belo nessa religião (...) que Deus tenha uma família, que ele seja tambérm filho" (pág 52) Como bem disse meu amigo Laion Monteiro (que tem um blog lindo!), "Em alguns momentos da leitura, pensei comigo: Ou esse cara é cristão e não sabe ou eu sou ateu e ninguém me disse". É claro que, aquilo que ele não pode explicar, como o que existia antes da vida na terra e o que nos aguarda no porvir, ele prefere deixar em aberto: "Por que existe alguma coisa ao invés de não existir nada?" Mas ao falar das fases da vida como nascimento ("ninguém nasce livre, torna-se livre"); infância ("...é um milagre e uma catástrofe"); adolescência ("...é um mistério e uma promessa"); morte ("não é problema, nem para os vivos, nem oara os mortos") ele esboça reflexões profundas, que nos levam a ver a maravilha que é a vida humana. Ele exalta o prazer de viver e a coragem que é viver. "Que tristeza seria viver apenas para não sofrer!" Impossível discordar disso... "É o amor que vale, já que é só por meio dele que existe valor. É o amor que faz viver, pois só ele torna a vida amável." Pois então, meu caro amigo, há cerca de 2 mil anos Paulo já escrevia a mais bela definição de amor, conforme capítulo 13 de I Coríntios: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." (versos 1, 4-7,13) Minha oração é para que o autor venha conhecer um dia a origem desse amor em Jesus. Boa leitura! http://cantinhodaleitura-paulinha.blogspot.com/2011/03/vida-humana.html

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    4.1 / 49
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    André Comte-Sponville

    Nascido em Paris, em 1952, André Comte-Sponville é autor de uma obra filosófica descomplicada e bastante popular na França e fora dela, na qual ele transita por temas clássicos, como o amor e a felicidade, e as urgências da vida contemporânea. Montaigne, Espinoza e Epicuro estão entre as maiores influências do filósofo. Ateu declarado, Comte-Sponville não renega, no entanto, a educação católica recebida durante a infância e a adolescência, e suas obras estão carregadas de referências ao budismo e a outras religiões orientais, das quais ele diz ser grande admirador.

    48 Livros
    56 Seguidores
    Paris, França

    André Comte-Sponville