Shakespearean Tragedy - Lectures on Hamlet, Othello, King Lear, and Macbeth

    A. C. Bradley

    Penguin Classics
    1991
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-10: 0140530193

    A.C. Bradley put Shakespeare on the map for generations of readers and students for whom the plays might not otherwise have become "real" at all' writes John Bayley in his foreword to this edition of Shakespearean Tragedy: Lectures on Hamlet, Othello, King Lear and Macbeth. Approaching the tragedies as drama, wondering about their characters as he might have wondered about people in novels or in life, Bradley is one of the most liberating in the line of distinguished Shakespeare critics. His acute yet undogmatic and almost conversational critical method has—despite fluctuations in fashion—remained enduringly popular and influential. For, as John Bayley observes, these lectures give us a true and exhilarating sense of 'the tragedies joining up with life, with all our lives; leading us into a perspective of possibilities that stretch forward and back in time, and in our total awareness of things.

    Resenhas (1)Ver mais
    Jivago Araújo Holanda picture
    Jivago Araújo Holanda10/08/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O mundo de Shakespeare, o nosso mundo...

    A acuidade e precisão das análises de Bradley são majestosas. O livro é uma junção de 10 palestras/aulas compiladas em um todo coeso. As duas primeiras palestras tratam da "Substância da tragédia" em Shakespeare e da "Construção da tragédia", respectivamente. O autor nos mostra como se delineia uma essência comum aos escritos trágicos de Shakespeare e como se erige a estrutura de tais escritos. As oito palestras seguintes são dedicadas às chamadas "grandes tragédias" que contemplam o período da maturidade da arte shakespeareana. É um texto prazeroso para qualquer amante de Shakespeare. É prazeroso porque temos a oportunidade de acompanhar um crítico apaixonado pelo seu objeto de analise, desempenhar com maestria seu oficio. Há, contudo, de se fazer um adendo quanto à esta paixão: ela é diferente por exemplo daquela que impulsiona Harold Bloom. Bradley é muito mais dialético em sua crítica, apesar de sempre ter o texto de Shakespeare na mais alta estima, o autor procura justificá-la, seja a partir da análise minusiosa das personagens principais, heróis e heroinas das tragédias, ou através de seus diálogos, interrelações, anseios, linguagem, ações, e faz isso tudo contrapondo suas sustentações à outras já famosas análises de Shakespeare. Bradley é capaz de dissecar o caráter do príncipe Hamlet, assim como de Iago (em Othello), e nos mostrar que a maior conquista de Shakespeare é o modo como sua arte trágica foi capaz de trazer a tona o amálgama de sentimentos, impulsos e paixões tão contraditórios que são o núcleo duro daquilo que chamamos de "humano". Como diria George Steiner em "A morte da tragédia": 'o trágico é o embate do homem com o mundo, em que o primeiro sai perdendo'. Mas é no sofrimento que reside o fundo didático da tragédia, e o período maduro de Shakespeare é um convite à esse aprendizado incessante.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 2
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%