Existe um reconhecimento geral da necessidade de inovar para garantir a sobrevivência de pessoas e organizações humanas. Aí, começam colocações e cobranças para que as pessoas sejam criativas em suas atividades diárias. Há nisto um conflito básico. O modelo civilizatório e por consequência o modelo educacional que permitiu o enorme progresso material dos últimos seis séculos é baseado na racionalidade, padronização e exclusão da diferença pelo exercício da autoridade. Nada mais contrário à liberação da criatividade pessoal. A recuperação dessa característica pede a retomada de formas de absorção e desenvolvimento de conhecimento, abandonadas ou jamais exercitadas em nossos sistemas educacional e administrativo. Partindo da própria vivência, o autor propõe reflexões e ações para o uso de técnicas alternativas de busca do conhecimento, com ênfase na necessidade de experimentação pessoal em contraponto à simples absorção do conhecimento que estão disponíveis, sem utilização. Práticas simples da vida diária dentro de casa ou do ambiente de trabalho e também do trabalho sistemático de autoconhecimento com o uso de técnicas ocidentais e orientais.

