Imagine você acordar de um coma e sua vida está totalmente diferente. Sua esposa não está mais tão amorosa, sua filha insiste em dizer que você não é o pai dela. Há apenas uma confusão na sua mente. Não sabe nem por que esteve em coma. Mas tudo está tão estranho...
É assim que começa a história do Homem-Animal de Peter Milligan. Parece até uma narrativa saída de um roteiro de ficção científica, o que me agrada muito. Importante lembrar que como um super-herói que pega as habilidades dos animais, o Homem-Animal é vegetariano. Entretanto, impulsos carnívoros estão tomando conta dos seus sentidos, e ele não se sente capaz de controlá-los. Apesar dos exageros apelativos de conotação sexual, a estória prende pela excelente narrativa e a vontade de terminar é aumentada pelo estranho que ali existe. Vilões como o Homem Nocional são bizarros: ele veio de uma gravidez psicológica, ou seja, existiu unicamente pela força de vontade da sua mãe. Utilizar um fórceps como arma é a coisa menos estranha que acontece.
Se você gosta de narrativas loucas, como acontece em Patrulha do Destino, por exemplo, tem uma boa chance de gostar dessa também!