É importante antes saber do autor: Edward Morgan Forster foi um dos membros do famoso Bloomsbury Group, que era formado por intelectuais de Cambridge (Virginia Woolf, T. S. Eliot - os mais conhecidos), que viviam em ou perto de Londres, durante a primeira metade do século XX. O trabalho desse grupo influenciou profundamente a literatura, a estética, a crítica e a economia, tanto quanto a postura moderna com relação ao feminismo, à sexualidade, e ao pacifismo.
Forster nasceu em 1879 e morreu em 1979. Estudou na Universidade de Cambridge. Depois da faculdade foi para a Itália e para Índia. Viveu alguns anos na Itália, país que amava e admirava e, na época, havia um certo preconceito dos ingleses contra os italianos (só a arte interessava). E o autor deixa bem claras a liberdade de expressão e a mente aberta dos italianos em comparação à frieza dos ingleses e sua ojerisa por novidades.
Mais que escritor, foi palestrante e conferencista em Cambridge. Escreveu ensaios, crítica literária e resenhas. Entre outros, escreveu "Howards End", "Maurice", "Uma Passagem para a Índia", além de "Quarto com Vista", publicado em 1908, e é um romance otimista e bem-humorado.
Forster descreve as contradições vividas na época vitoriana, sexualidade, choque de classes, socialismo, voto feminino, etc, mostrando o que viria pela frente nos "loucos anos 20".
A história fala de uma jovem aristocrata inglesa que viaja para Florença, onde conhece um compatriota e se apaixona por ele, que não pertence a sua classe social - é filho de um sindicalista. Na segunda parte do livro, já na Inglaterra, eles se reencontram e ela prefere assumir este romance a manter um noivado aprovado pela família e pela nobreza.