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    Arte Primitiva (Coleção Antropologia) -

    Franz Boas

    Vozes
    2014
    360 páginas
    12h 0m
    ISBN-13: 9788532647818
    Português Brasileiro
    3.6
    4 avaliações
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    Ao comparar a apreciação da arte por membros de sua própria cultura com a de povos nativos, Boas afirma que as diferenças resultam de restrições culturais ou da falta relativa delas. "É a qualidade de sua experiência, e não uma diferença de composição mental, que determina a diferença entre a produção e a apreciação da arte moderna e primitiva". Com esta última frase de Arte primitiva, Boas rejeita as reivindicações de qualquer um que diga que certas culturas são inferiores, e abre o caminho para uma avaliação mais igualitária e humanística da arte não acidental.

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    Franz Boas

    Franz Boas (Minden, 9 de julho de 1858 — Nova Iorque, 21 de dezembro de 1942) foi um antropólogo teuto-americano. Diferente dos evolucionistas que dominavam a Antropologia em seu princípio, Boas argumentava que em contraste com o senso comum, raças distintas da caucasiana, "raças como os índios do Peru e da América Central haviam desenvolvido civilizações similares àquelas nas quais as civilizações européias tinham sua origem". Embora seus escritos ainda reflitam um certo racismo inerente ao seu tempo, Boas foi pioneiro nas idéias de igualdade racial que resultaram nos estudos de Antropologia Cultural da atualidade. Como orientador de antropólogos notáveis como Margaret Mead, Melville Herkovits, Ruth Benedict e do brasileiro Gilberto Freyre, Boas ficou conhecido posteriormente como pai da Antropologia contemporânea. De todas as suas idéias, a formulação do conceito de etnocentrismo e a necessidade de estudar cada cultura singularmente por seus próprios termos exercem, ainda nos dias de hoje, uma enorme influência nos estudos antropológicos.

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