Sexo e Repreensão na Sociedade Selvagem (Coleção Antropologia) -

    Bronislaw Malinowski

    Vozes
    2013
    173 páginas
    5h 46m
    ISBN-13: 9788532645760
    Português Brasileiro

    Apesar de Relativamente antigo, pois foi escrito em 1927, este livro ainda não deixou de ser revolucionário e continua sendo a obra básica sobre psicologia do sexo e um clássico da antropologia social. O autor foi o primeiro antropólogo a aplicar o método psicanalítico no estudo das raças primitivas e iniciou na prática toda uma geração de antropólogos ingleses, que mais tarde vieram a ser líderes da disciplina no cenário internacional. Profundo conhecedor dos costumes, usos e civilizações desses povos com alguns dos quais conviveu longamente, ele nos dá aqui uma análise e descrição brilhantes da vida de uma típica sociedade matriarcal, comprada com a sociedade patriarcal, tal como vivemos no Ocidente, bem como as suas concepções positivas sobre a origem da cultura. A discussão em torno do complexo de Édipo tem grande realce nesta obram onde Malinowski apresenta uma crítica de Freud e procura desenvolver, baseado em pesquisas de campo, uma teoria capaz de melhor fundamentá-lo. B. Malinowki, autor de livros igualmente importantes, teve influência marcante e definitiva na moderna ciência da antropologia. Faleceu em 1942.

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    Leticia Teixeira23/03/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Sexo e Repressão na Sociedade Selvagem, de Bronislaw Malinowski, foi uma leitura que me deixou completamente fascinada. A obra é uma contribuição fundamental para entender como as práticas sexuais e os tabus se entrelaçam com as estruturas sociais e culturais, desafiando muitas noções ocidentais de repressão sexual. A forma como Malinowski analisa as sociedades “selvagens” (termo que hoje sabemos ser problemático) e as compara com a sociedade europeia de sua época revela a complexidade das normas culturais que moldam o comportamento humano. O que mais me impressionou foi sua tentativa de aplicar uma perspectiva antropológica nas questões psicanalíticas, mostrando como os rituais, as permissões e as proibições sexuais em diferentes culturas podem informar a psique humana. No entanto, é impossível não perceber alguns erros históricos e analíticos gritantes, especialmente na idealização das culturas “primitivas” e em algumas simplificações psicanalíticas. Apesar disso, o livro oferece uma provocação poderosa e uma base para a reflexão sobre os vínculos entre a sexualidade, a repressão e o funcionamento social, sendo uma leitura essencial para quem ama a obra de Malinowski, mesmo com suas limitações.

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