Eu tinha bastante curiosidade em conhecer a escrita do autor, pois o mesmo já teve o romance Belleville publicado, também pela Novo Conceito, em 2014. E eu adoro aquela capa, então me interessei por ler, mas nunca tive a oportunidade. Quando vi o novo lançamento e logo me apaixonei pela capa novamente, resolvi não deixar passar.
Achei o início da história bastante interessante e fiquei esperando por uma bela história de amor envolvendo uma doença, porém me surpreendi quando descobri que o livro ia explorar um elemento mais “fantástico” com o segredo mantido pela protagonista. Fiquei empolgada em seguir a leitura e descobrir mais.
Achei que a história seguiu por um rumo que não era o mais interessante. Os conflitos trazidos pelo personagem Ho são vazios e parecem ter sido inseridos na história de forma bem rasa, deixando o elemento diferencial da narrativa, e exatamente o que tinha me chamado a atenção, de lado.
Fiquei esperando que algo logo acontecesse para que pudessemos voltar ao que realmente era interessante e não aconteceu. Vi as páginas chegando ao fim e um plot que tinha tudo para trazer uma história mágica, simplesmente desaparecendo no meio da boa, porém velha e clichê, história de ciúmes.
Confesso que, nas últimas 20 páginas, tomei um susto e achei por um segundo que a história fosse fugir do normal e ter um final devastador. Mas vi novamente o autor optando pela segurança de apenas enganar o leitor por alguns momentos achando que algo ruim tinha acontecido e depois retornar a calmaria. Por esses motivos acabei dando ao livro de Felipe Colbert apenas 3 estrelas e digo-lhes que fiquei bem triste por isso, pois na minha cabeça, tenho certeza que essa história tinha um potencial imenso a ser desenvolvido se tivesse seguido por outro caminho, e quem sabe até, explorado mais a fundo a cultura oriental e toda a sua representatividade.
O que eu achei interessante foi que temos um tipo diferente de “doença”, deixando o tradicional câncer de lado e explorando uma das faces das doenças cardíacas, que são tão importantes quanto. Consegui visualizar a família de Leonardo, sua ações e toda as decisões que tomaram em relação a condição do filho e, mesmo ele sendo um pouco hostil em alguns momentos, em outros demonstra compreensão ao entender o lado dos pais.
Para Continuar é um livro leve e com um final bonitinho, que pode te fazer sorrir ou chorar, dependendo do seu grau emocional e que vai trazer a mistura de uma história comum, com algo muito além do imaginável.