Uma leve critica social amaciada com humor, o que na minha opinião é a melhor forma de conduzir uma boa alfinetada. O alvo em questão é a uma pequena comunidade cristã, o que torna o toque de humor e malicia ainda mais delicioso ao meu ver. Diante de uma tempestade, a comunidade da pequena cidade de Mármore Gris se refugia atrás das paredes fortificadas da igreja, que embora tenha condições de abrigar todos os habitantes, apenas pode oferecer a regalia àqueles confessados cristãos, e assim a trama se desenrola, com muitas pessoas habitando um mesmo teto, muitas vozes propagando mau entendidos, uma dispensa vazias, barrigas de crianças roncando, a boca da freira suja de gelatina, um bebê que surge do nada, um cavaleiro, um jumento, e um bispo que com certeza não foi assassinado pelo vigário. Há a sensação de que a história é um recorte de algo maior e ao final a sensação se intensifica quando a história acaba do nada, mas não é algo que comprometa a história nem o sabor divertido da leitura.