Um bando de sete criminosos, guiados pelo louco e cego Jack Thunder, vagueia por diversas cidades do Sudoeste, onde cometem crimes que vão desde assaltos a bancos até assassinatos frios. Logo eles se encontrarão com Tex e seus parceiros, e nosso herói terá que travar um dos mais estranhos duelos de sua carreira.
Tex Edição de Ouro n° 72 - Os Sete Assassinos
não informado
História maravilhosa. Edição horrível.
Além de avaliar a obra artística em si, usarei este espaço para rebater alguns pontos da primeira resenha publicada para este volume - sim, a ideia de rebater um texto antigo é estranha, mas ele apresenta argumentos que me soam bastante injustos e que, por ainda estarem expostos, podem (de maneira injusta) afastar possíveis leitores deste volume. Antes de mais qualquer coisa, devo dizer que esta foi a edição mais porca que já peguei de um Tex - algo incrível, visto que temos o selo "Edição de Ouro" estampado na capa. A qualidade geral das imagens é péssima (a impressão que dá é a de que baixaram scans antigos num blog qualquer e apenas imprimiram; há até uma página em que podemos notar um pequeno rasgo que foi ajeitado com fita durex - sim, isto saiu na impressão da Mythos) e praticamente não há números de páginas ao longo de todo o volume... Simplesmente algo vergonhoso. Pensemos: edição em formatinho com uso do papel-jornal, texto verbal carente de revisão, péssima qualidade de imagens... Chamar isto de "ouro" chega a ser uma ofensa. Bem, devo dizer que os maiores pontos negativos dignos de serem destacados ficaram realmente na conta da Mythos; por outro lado, o material que eles tinham em mãos era, de fato, um pedaço robusto de ouro... Triste, também, que a narrativa seja suportada por desenhos que o máximo que conseguem é o feijão com arroz. A verdade é que grande diferencial aqui é o roteiro, que entrega uma narrativa verdadeiramente tensa com um conjunto extremamente cruel de vilões que consegue bater de frente com a inteligência de nossos heróis - aqui, Tex divide espaço com Kit Willer, Carson e Jack Tigre. E quando digo "cruel", quero destacar bem esta palavra; esta característica me surpreendeu, pois, até aqui, nunca tinha visto em Tex um nível de crueldade que beirasse a narrativa de terror (para que possam ter uma noção, há um personagem que leva consigo dois cães que comem carne humana, há outro que mata os seus inimigos com uma marreta, há outro que usa uma uma máscara de couro e ama torturar com uma faca...) Os vilões são implacáveis, algo que deve ser encarado enquanto um ganho para este volume, e não motivo para incômodo. O perfil implacável dos vilões praticamente os equipara aos heróis em termos de força, e isto alimenta qualquer pensamento de preocupação que possamos desenvolver durante a leitura - preocupação que se dá não simplesmente pelos heróis, mas, principalmente, pelos coadjuvantes (e muitos são carismáticos). Esta história não possui mais clichês que a média; eles existem de modo inofensivo no material. A condução de tudo, na verdade, acontece de maneira engenhosa, com diferentes camadas que vão se entrelaçando em prol de algo maior: a detenção de um bando de sociopatas que são movidos unicamente pelo gozo em causar sofrimento às pessoas. Jack Thunder e seus homens são vilões que causam medo, algo que se dá pelo fato de que não são movidos por questões materiais ou minimamente morais (como uma busca por acerto de contas com alguém, por exemplo), mas sim pela pura misantropia, e isto é o que realmente os move. Uma das melhores histórias sobre o Tex que li - na pior edição que já vi atribuída ao personagem.
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