Published on the occasion of the exhbition by Peter Fischli and David Weiss for the 20th São Paulo International Biennial 1989
Photographs - Um divertido manifesto feminino
Peter Fischli, David Weiss
Como ser mulher, por Ana Nonato.
Publicada em: http://seismilenios.blogspot.com.br/2012/09/resenha-como-ser-mulher-caitlin-moran.html Enredo Para as mulheres, há sempre os mesmos rituais: nascer, tornar-se fértil, engravidar, morrer. Ou então: entrar na puberdade, usar sutiã, depilar-se, comprar calcinhas cada vez mais minúsculas. Como sofrem! O intuito de Caitlin é mostrar, através de sua vasta experiência pessoal, como algumas coisas são tão injustas para as mulheres, o porquê disso e desmistificar alguns mimimis de muitas outras por aí. Abordando assuntos leves, como o nome dos seus peitos e a experiência de beijar outra pessoa, e outros mais polêmicos, como o aborto, Caitlin faz refletir sobre tudo o que ser mulher significa hoje. Há uma receita de sucesso? Será que os valores estão se invertendo de alguma maneira? Há trechos em que a autora narra sua história, portanto o espaço ali presente é pertinente, embora não seja o aspecto principal. Também há determinação temporal, que é coerente com os costumes de época que Caitlin retrata. As personagens são muitas e reais, pois são pessoas que realmente passaram pela vida de Caitlin. Há, até, uma "participação especial" de Lady Gaga! O intuito disto é que a autora usa a experiência com estas pessoas para formular suas teses e opiniões sobre tal assunto. Fator criatividade: genial! Por que não transformar algo importante como defender os direitos das mulheres em um manifesto bem-humorado? Como diria uma célebre frase: "da dor nasce o humor". O andamento é muito tranquilo, bastante natural. Há um leve pico de tensão em assuntos mais polêmicos, já que não é elegante fazer humor com certos "problemas", mas nada que não se dissipe rapidamente. O resto fica leve por conta do humor impregnado. Em suma, todos os assuntos abordados durante o enredo são tratados de forma especial de acordo com o que representam. Caitlin consegue transformar a dor do parto em algo muito divertido! Não é preciso concordar com ela, claro, mas é, ao menos, interessante ver algumas questões com outros olhos. Estrutura "Artística" A capa mostra a imagem que representou a emancipação das mulheres por muitas gerações no Brasil, mas, ao mostrar o sutiã, mostra que não são somente os assuntos mais críticos que representam ou não a "livre-expressão" feminina. A sinopse serve bem ao seu propósito: informa o leitor de que se trata o livro e ainda consegue colocar um gancho ao final. Por se tratar de um manifesto com humor, subentende-se que foi bastante planejado e revisado. Estrutura Física (Materiais) Este aspecto e a diagramação não serão avaliados, pois o exemplar recebido não era o de venda. Análise Enredo (x3): 4,25 Espaço (x2): 4 (muito bom); Tempo (x2): 4 (muito bom); Personagens (x2): 5 (ótimas); Criatividade (x1): 5 (ótima); Andamento do enredo (x2): 4 (muito bom); Início, meio e fim (x3): 4 (muito bom); Estrutura Artística (x1): 4 Capa (x1): 4 (muito boa); Sinopse (x2): 4 (muito boa); Enredo (x3): 4 (muito bom); Nota final: [3*(4,25) + (4)*1]/4= 4,19 (MUITO BOM) Gostei da obra? Com certeza! Concordo com a autora quando ela diz que toda mulher deveria ser feminista. Infelizmente, a palavra foi colocada como inverso do machismo, mas são coisas completamente diferentes. Ser feminista é defender os seus direitos, porém sem ferir o dos homens (como é a ideia que o "machismo" traz). Estava bastante zangada, pois não achava nenhum livro que me fizesse vibrar. Li Como Ser Mulher e dei tantas risadas que isto me fez muito bem. Não concordo com tudo o que a autora disse, mas gostei de ler uma opinião diferente da minha.
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