Os Donos do Poder - Formação do Patronato Político Brasileiro

    Raymundo Faoro

    Editora Globo
    2008
    930 páginas
    1d 7h 0m
    ISBN-13: 9788525046147
    Português Brasileiro

    Há 50 anos a Editora Globo lançava Os donos do poder, um dos marcos do pensamento brasileiro do século XX. Para comemorar seu meio século, a Globo relança essa obra em edição monumental, com prefácio especialmente escrito por Gabriel Cohn, reprodução de oito páginas dos manuscritos autógrafos originais (da primeira e da segunda edição, de 1973) e exaustiva bibliografia sobre Raymundo Faoro. O volume ganha encadernação de luxo, em capa dura, selo comemorativo do cinqüentenário e letras em hot stamping. Os donos do poder é um clássico brasileiro do século XX e, sem dúvida, o último livro dessa centúria a se tornar referência obrigatória da historiografia, sociologia e ciência política, bem como a gozar de ampla acolhida em públicos letrados mais amplos. Conjugam-se nele atributos raros: um argumento original que desafiou os consensos mais consolidados sobre a formação do Brasil; influência decisiva no pensamento posterior; diálogo profícuo com os clássicos do passado na formulação de questões que, no entanto, são de notável atualidade; além de erudição e escrita de estilo aprimorado.

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    Doney Corteletti Stinguel23/12/2013Resenhou um livro
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    Lista de Livros: Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro – Raymundo Faoro

    “A história, uma vez aberta ao dinamismo, não contempla atos gratuitos e inconsequentes – ela devora, segundo uma ideia que seria cara a Hegel, homens e instituições.” * “Em todos os tempos, as culturas, quando se encontram, combatem, com o sacrifício de uma, num permanente processo de trituramento interior, com a sobra da nostalgia idealizada da civilização perdida e soterrada, longínqua e morta.” * “‘Entre as instituições militares e o militarismo vai,’ – dirá Rui Barbosa, em 1909, com a correção quase sociológica dos termos – ‘em substância, o mesmo abismo de uma contradição radical. O militarismo, governo da nação pela espada, arruína as instituições militares, subalternidade legal da espada à nação. As instituições militares organizam juridicamente a força. O militarismo a desorganiza. O militarismo está para o Exército, como o fanatismo para a religião, como o charlatanismo para a ciência, como o industrialismo para a indústria, como o mercantilismo para o comércio, como o cesarismo para a realeza, como o demagogismo para a democracia, como o absolutismo para a ordem, como o egoísmo para o eu’.” * Mais em:

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