Quando a amada morre, Não é seu corpo que fenece, Mas o desejo que existia por ele E tudo o que era romance e espetáculo. Não é a mulher que padece Quando a amada morre, É o amador que deixa de existir E tudo é enterro, tudo é luto. Não há coisa mais triste Do que uma amada que morre E que, quando morre, mata. Quando a amada morre, Perece a poesia E viver é a expiação e tormento. Mas tudo revive quando, Como um susto, outra amada surge E com ela (de novo) o encanto.
A morte da amada & outros poemas rasgados (Série Horizontes)
Nívia Maria Vasconcellos
Mondrongo
2013
80 páginas
2h 40m
ISBN-13: 9788565170307
Português Brasileiro
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