Quando comprei este livro a primeira coisa que me chamou atenção foi o título, pois achei de uma jogada literária incrível. Agrupando duas coisas de grande interesse meu: a religião (templo) e a cultura secular (rua).
A sinopse do livro na capa me fez criar muitas espectativas sobre o conteúdo, achei que seria abordado temas mais profundos entre o duelo milenar da cultura sacra e secular através da música, mas não foi bem isso que encontrei ao longo da leitura.
Antes de criticar o conteúdo, devo dizer que é um livro esteticamente bem feito. A leitura é fluída, fácil de ler, os capítulos são bem divididos. Consegui ler em poucos dias.
No entanto, confesso que achei o conteúdo do livro um pouco enfadonho. É a autobiografia de um adolescente convidado a tocar em uma banda e sem coragem o suficiente para encarar o suposto "líder" da banda em uma situação que não o agradou. Só isso.
Não há reflexões profundas sobre arte, cultura, música, religião, etc. Nada muito filosófico, nem mesmo uma narrativa envolvente. É uma história de uma vida um tanto quanto simplista de mais, sem muita emoção ou até mesmo paixão.
O "templo" ficou bastante de fora da narrativa. Apesar do pano de fundo ser supostamente religioso, não pareceu em nenhum momento que o protagonista teve algum tipo de contato mais profundo com a religião. Nada de divino na história.
Valeu a leitura, porque eu estava querendo algo leve mesmo. Mas nada de especial fica após fechar a capa deste livro.
Espero que o autor tenha tido coragem de tempos depois encontrar o Edgar e falar na cara dele que ele era um chato, caso contrário, pareceu que o livro foi feito só para isso rsrs
Ps. Após este livro pretendo começar a ler algo mais profundo sobre cultura e religião. Tipo "Deus na era secular" do Tim Keller e "A arte não precisa de justificativa" de Rookmaaker